De Dallas à Arena Pernambuco: Circuito Nacional BYD de Vaquejada chega com padrão mundialO tema chama a atenção porque está diretamente ligado ao que o cavalo tem de mais sensível: seu sistema circadiano, responsável por manter o organismo em equilíbrio. Assim como acontece com humanos, os cavalos não dependem da luz apenas para enxergar. Existem células especializadas na parte posterior do olho capazes de responder a comprimentos de onda, principalmente os ligados à luz azul, naturalmente abundante na luz solar. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Esse estímulo visual não é “estético”: ele funciona como um sinal biológico para sincronizar o chamado relógio interno, que regula: ✅ crescimento e muda da pelagem
✅ níveis de energia e vitalidade
✅ metabolismo e armazenamento de gordura
✅ comportamento sazonal e humor
✅ hormônios ligados à reprodução e bem-estar Esse conjunto de ajustes é o que mantém a égua alinhada com os ciclos naturais de claro e escuro. Por isso, quando o manejo modifica o ambiente (estábulos fechados, iluminação artificial inadequada, rotina intensa), o organismo pode “perder o compasso” — e isso se reflete em desempenho, fertilidade e até no comportamento. A terapia é mais associada ao uso em rotinas de haras e animais atletas porque ela tenta replicar uma condição natural: os “dias longos” da primavera e verão. Esse período, historicamente, é quando o cavalo tende a apresentar melhores respostas fisiológicas, com destaque para: • aumento da fertilidade
• maior resposta muscular
• pelagem com melhor qualidade e brilho
• melhora de humor e do bem-estar geral
• prolongamento do período de desempenho máximo

✅ antecipar a entrada no cio
✅ melhorar a eficiência reprodutiva no começo do ano Isso se torna especialmente útil para quem busca programar nascimentos mais cedo, algo comum em centros de criação e esportes que valorizam potros nascidos no início da temporada. Um dos pontos que mais chama atenção é o uso em éguas prenhes, especialmente no terço final da gestação. Uma pesquisa apresentada no Simpósio Equino da Conferência de 2021 da Sociedade Britânica de Ciência Animal apontou que éguas prenhes usando máscaras de luz azul nos últimos 100 dias de gestação apresentaram resultados associados a: ✅ gestações mais curtas
✅ ovulações mais precoces após o parto
✅ potros mais maduros ao nascer Esse destaque é importante porque, segundo a lógica do manejo reprodutivo, potros que nascem muito cedo no calendário (em épocas mais escuras) podem enfrentar desafios indiretos: menor eficiência reprodutiva, gestações prolongadas, potros menores e dificuldade da égua retornar ao ciclo estral após o parto. Dentro das orientações citadas, os prazos mais comuns de introdução seriam:
✅ estética e padrão visual para pistas e exposições A tecnologia de luz azul entra como ferramenta para acelerar ou prolongar determinados ciclos. Cavalos que enfrentaram dias curtos no inverno tendem a responder bem ao estímulo de dias longos quando a primavera chega. Com a aplicação de luz azul por máscara, o animal pode: ✅ trocar a pelagem antiga
✅ formar pelagem de verão adequada para apresentações
Em um prazo relatado de aproximadamente 6 a 8 semanas.

✅ 8 horas de escuridão A partir do solstício de verão, haveria uma janela de aproximadamente 1 mês em que o prolongamento do fotoperíodo pode ajudar a manter o padrão. Se o cavalo já passou mais de um mês com redução natural da duração do dia após o solstício de verão, ele começa a transicionar para pelo de inverno. Nessa fase, o alerta é direto: ➡️ iniciar luz artificial tarde demais geralmente não reverte a troca já iniciada. O manejo citado sugere um período de repouso de cerca de 6 semanas para permitir o desenvolvimento da pelagem de inverno antes de tentar estimular uma nova transição. Após um período de 6 a 8 semanas de dias curtos, cavalos com pelagem densa podem responder bem à terapia de dias longos. Com mais 6 a 8 semanas sob um padrão de 16h luz / 8h escuro, a troca pode ocorrer mais cedo, trazendo a pelagem de verão com antecedência. Entre os usos mais discutidos, um dos que mais gera interesse é a aplicação da luz azul em cavalos com PPID, conhecida popularmente como Síndrome de Cushing (embora o termo técnico seja PPID). O motivo é que esses cavalos podem apresentar sintomas que se agravam justamente quando há mudança sazonal de luz, principalmente no inverno.

✅ queda errática e lenta
✅ depósitos anormais de gordura
✅ baixa energia
✅ infecções recorrentes
✅ depressão e letargia
✅ piora clínica em transições sazonais Ou seja: o problema não é só “estético”. Muitas vezes a pelagem vira um termômetro do que está acontecendo dentro do organismo. Outro tema citado dentro dos estudos é a chamada síndrome de sacudida/abanar a cabeça sazonal, frequentemente observada na primavera e no verão. A hipótese apresentada é que uma parte considerável dos casos se relaciona com mudanças na duração do dia, que aumentariam atividade nervosa e gatilhos hormonais, podendo envolver também os nervos faciais, como o nervo trigêmeo. Sintomas comuns relatados ✅ movimentos repetitivos da cabeça
✅ tiques verticais
✅ esfregar o nariz
✅ espirros/roncos
✅ sensibilidade ocular
✅ irritabilidade durante o exercício Muitos proprietários descrevem um padrão clássico: o cavalo piora quando o fotoperíodo muda rapidamente e melhora quando a estação estabiliza.

✅ estímulo para queda normal da pelagem
✅ suporte ao metabolismo e distribuição de gordura
✅ estabilização de gatilhos sazonais que pioram sintomas de PPID
✅ melhora no bem-estar relatado por proprietários O ponto central é a consistência: manter um “verão artificial” estável, evitando a bagunça fisiológica que ocorre quando o cavalo vive em um ambiente com luz irregular. Um dos estudos citados acompanhou, durante 13 meses, cavalos diagnosticados com PPID. Dentro do desenho descrito:
✅ escore de condição corporal (1 a 9)
✅ pontuação de queda de pelo (1 a 4)
✅ alterações nos sinais clínicos
✅ qualidade de vida geral Um dado que chama atenção é o volume de análise: foram citados mais de 7.360 fios de cabelo medidos, apontando uma abordagem detalhada no monitoramento. Mesmo sem alteração no comprimento total do pelo, os cavalos com máscara apresentaram: ✅ início da muda mais cedo na primavera
✅ muda estendida até o final do outono
✅ melhora na condição geral da pelagem
✅ menos padrões anormais de crescimento
✅ redução de depósitos anormais de gordura
✅ níveis de energia mais elevados após cerca de dois meses
✅ melhora consistente de qualidade de vida relatada pelos proprietários
✅ redução dos sinais clínicos de PPID em comparação ao grupo controle Na prática, a leitura é que a luz azul não “cura PPID”, mas pode ser uma ferramenta para reduzir impacto sazonal, melhorar conforto e complementar o manejo do cavalo ao lado da medicação e do acompanhamento veterinário. A tecnologia pode ser aplicada de duas formas principais: Máscaras de luz São equipamentos colocados no rosto do cavalo para fornecer uma exposição precisa à luz azul. São citadas como comuns para:
Antes de aplicar o protocolo, é fundamental avaliar o objetivo (fertilidade, pelagem, PPID, bem-estar) e definir rotina adequada. ✅ Comprimento de onda correto faz diferença
A eficácia depende de o equipamento realmente emitir a faixa de luz azul adequada — como 450 nm (e também a faixa 468–480 nm citada nos estudos e produtos). ✅ Noite é noite: estímulo exige controle
A proposta é usar luz azul para estimular processos biológicos ligados ao “dia longo”, mas o descanso deve respeitar o período escuro. Em alguns manejos, cita-se o uso de luz vermelha à noite, que não teria o mesmo efeito estimulante da luz azul. A terapia com luz azul mostra como o manejo moderno está cada vez mais conectado com o que há de mais natural no cavalo: o tempo biológico. A lógica de controlar a luz para controlar a fisiologia pode parecer “coisa de laboratório”, mas, na rotina de haras e centros esportivos, isso se traduz em vantagens práticas:





