Caçadores são contratados para reduzir população de javalis após enchentesMercado físico: preços estáveis, mas sustentados por escalas curtas De acordo com análise do setor, o mercado físico brasileiro teve predominante acomodação nas cotações nesta quinta-feira (22), mas com um detalhe relevante: as escalas de abate seguem encurtadas, limitando movimentos de baixa e mantendo o boi em patamares elevados. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});A leitura é de que há restrição na oferta de animais terminados, o que dá ao pecuarista maior poder de negociação. Parte desse movimento é explicada pela boa condição das pastagens em diversas regiões, permitindo que o produtor retenha o gado por mais tempo e espere melhores oportunidades de venda. Esse comportamento, inclusive, está diretamente ligado ao motivo do “otimismo” no fechamento da semana: o pecuarista não está pressionado a vender com urgência, e isso reduz o volume disponível no curto prazo. Preço médio da arroba do boi gordo: São Paulo acima de R$ 320 Entre as principais praças monitoradas, São Paulo manteve a referência acima de R$ 320/@, reforçando o cenário de sustentação do mercado. Os valores médios indicados foram:
Boi gordo encerra a semana acima de R$ 320/@, mas com otimismo; veja o motivo
Mesmo com o consumo doméstico mais fraco na segunda quinzena, escalas de abate curtas, oferta limitada de animais prontos e exportações firmes seguem sustentando as cotações no mercado físico do boi gordo.
Mesmo com o consumo doméstico mais fraco na segunda quinzena, escalas de abate curtas, oferta limitada de animais prontos e exportações firmes seguem sustentando as cotações no mercado físico do boi gordo. O mercado do boi gordo encerra a semana mantendo patamares acima de R$ 320/@ em São Paulo, em um cenário que mistura acomodação nos preços com um sentimento mais otimista entre pecuaristas e parte da indústria. A sustentação vem principalmente de um fator que tem se repetido nas análises do setor: a dificuldade de alongar as escalas de abate, reflexo direto de uma oferta mais controlada no campo e da demanda ainda consistente, especialmente no fluxo exportador. Na prática, o que se observa é um mercado que não dispara, mas também não cede com facilidade. Mesmo com alguns sinais de pressão pelo lado do atacado, a arroba encontra suporte porque os frigoríficos seguem disputando lotes de boiada terminada em várias regiões. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
São Paulo: R$ 321,83/@ Goiás: R$ 308,21/@ Minas Gerais: R$ 308,41/@ Mato Grosso do Sul: R$ 307,39/@ Mato Grosso: R$ 299,30/@ Mesmo com pequenas oscilações pontuais, o mercado segue “seguro” porque não há sobra de boiadas prontas em volume suficiente para derrubar a referência nas principais regiões. Escalas curtas seguem como o principal motor de sustentação do boi gordo Levantamentos do Cepea apontam que, mesmo em um período sazonalmente marcado por menor consumo, os preços do boi gordo e da carne bovina seguem firmes neste início de 2026. O suporte central vem das escalas de abate mais curtas, que refletem tanto a demanda externa e interna relativamente aquecidas quanto a restrição de oferta no campo.
O dado que chama atenção do mercado é que, na parcial de janeiro, a escala média nacional de abate ficou em 7,8 dias, considerada a menor para este mês desde 2021. Ou seja: não é só percepção — há um indicador claro mostrando que a indústria está com menor “fôlego” de programação, o que naturalmente dificulta impor pressão sobre o preço da arroba. Pecuarista retém animais e espera melhores valores O próprio Cepea destaca que, neste ano, os pecuaristas têm conseguido manter os animais no pasto por mais tempo, buscando cotações mais elevadas. Isso cria um efeito importante no curto prazo: menos boiadas disponíveis imediatamente = escalas mais curtas = arroba firme. Essa retenção ganha força principalmente quando as condições climáticas favorecem o manejo, permitindo ao produtor “administrar” melhor o momento de venda. Atacado recua e pode limitar altas mais fortes Apesar do boi firme no físico, existe um ponto de atenção para o mercado: a carne bovina no atacado apresentou queda nesta semana, o que pode funcionar como um freio para altas mais consistentes. Segundo análise de mercado, o recuo é explicado pelo arrefecimento do consumo na segunda quinzena do mês e por um padrão de demanda mais comedido no início do ano, quando o orçamento das famílias fica pressionado por despesas tradicionais.
Entre os fatores que pesam nesse período estão: IPTU e IPVA compra de material escolar consumo mais seletivo no varejo Além disso, proteínas concorrentes mais baratas tendem a ganhar competitividade frente à carne bovina em momentos de consumo travado. Na parcial mais recente do atacado, os valores indicados foram: Quarto traseiro: R$ 26,00/kg (queda de R$ 0,50) Quarto dianteiro: R$ 18,00/kg (queda de R$ 1,00) Ponta de agulha: R$ 17,50/kg Mesmo assim, o ponto central é que a queda no atacado ainda não foi suficiente para derrubar o boi gordo, porque a oferta de animais prontos continua restrita.
Exportações seguem como “colchão” de sustentação Outro fator decisivo no otimismo do mercado é o desempenho esperado das exportações. A leitura do setor é de que os embarques seguem em alto nível, com projeção de ritmo forte também ao longo de 2026, o que ajuda a manter o mercado equilibrado mesmo quando o consumo interno perde força. Na prática, isso significa que, mesmo com o brasileiro consumindo menos em alguns momentos do mês, a demanda externa ajuda a enxugar parte da produção, dando sustentação às cotações.
São Paulo: resistência do vendedor e indústria cedendo na compra No mercado paulista, análises indicam que a semana foi marcada por forte resistência da ponta vendedora. Após um período em que havia negócios abaixo da referência, os últimos dias mostraram um movimento mais firme: as compras passaram a ocorrer dentro das referências, e frigoríficos tiveram que elevar ofertas para conseguir boiadas. Esse comportamento veio acompanhado de um sinal importante para a indústria: com o varejo trabalhando com pouco estoque, houve aumento dos pedidos de reposição no atacado, especialmente em cortes sem osso, o que deu algum “conforto” para as negociações. Nesse cenário, a Scot Consultoria apontou que a cotação das categorias permaneceu estável e que as escalas de abate estavam em média para sete dias. E o dólar? No fechamento da quinta-feira (22), o dólar comercial recuou 0,69%, sendo negociado a R$ 5,2826 para venda. O câmbio é mais um componente observado de perto porque influencia diretamente a competitividade da carne brasileira no mercado externo e, consequentemente, ajuda a definir o “peso” das exportações no equilíbrio da arroba. O que explica o otimismo do mercado mesmo com consumo fraco? Mesmo em um período tipicamente mais morno para o consumo, o boi gordo segue sustentado por fatores bem objetivos:
Por: Redação





