Bilionário britânico compra fazenda gigante de 700 mil hectares e acelera corrida por terrasNo texto do Beef Central, a entidade AgForce afirmou ter comunicado o governo sobre a oportunidade do controle nesse momento, destacando que agir rapidamente pode reduzir impactos futuros, especialmente se a resposta for acelerada. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Enchentes viram “gatilho” para explosão populacional de javalis O alerta vai além do prejuízo imediato causado pelas enchentes. Segundo o relato, o risco principal vem depois: quando a água baixa e o solo começa a secar, o ambiente pode virar um cenário ideal para crescimento acelerado da população de javalis, já que há disponibilidade de água e recursos naturais que favorecem a recuperação e reprodução dos animais. Essa combinação é justamente o que acende o sinal vermelho para a pecuária: com cercas danificadas e propriedades ainda se recuperando, os porcos ferais podem ampliar destruição, espalhar doenças e pressionar ainda mais os produtores. Cercas destruídas, risco sanitário e prejuízos no campo A matéria cita que governos e órgãos públicos reconheceram que, após eventos extremos, a presença de javalis se torna um problema imediato porque eles se aproveitam do cenário de vulnerabilidade das fazendas. A Ministra Federal de Gestão de Emergências da Austrália, Kristy McBain, afirmou que com o dano em cercas, os javalis podem causar “grandes problemas” e perdas adicionais, caso não haja ação rápida. Já o Ministro de Indústrias Primárias de Queensland, Tony Perrett, afirmou que esse é o momento certo para atuar, justamente para evitar que a população cresça em seguida e cause impacto “devastador” ao meio ambiente e aos rebanhos. Resposta integrada e coordenação em áreas protegidas Outro ponto destacado é a articulação entre o setor rural e órgãos ambientais. O Beef Central informa que o departamento local trabalha em conjunto com o Queensland Parks and Wildlife Service para coordenar o controle também em áreas protegidas, já que a presença de javalis não afeta apenas fazendas, mas também ecossistemas sensíveis. A operação faz parte de um pacote mais amplo de suporte ao produtor, dentro de um programa de recuperação de desastres. O Beef Central menciona um Primary Producer Support Package de US$ 11,32 milhões, ligado aos acordos de financiamento para recuperação (DRFA), após o evento climático conhecido como North Queensland Monsoon Trough. O que isso ensina para o Brasil: javalis já são um dos maiores desafios no campo O caso australiano se conecta diretamente com a realidade do Brasil, onde o javali e seus cruzamentos (javaporco) já são considerados um dos principais problemas de fauna invasora em várias regiões, com efeitos que vão desde:
Porque o “momento ideal” passa rápido. 2) Coordenação com produtores
Quem conhece o terreno sabe onde os bandos se concentram e por onde circulam. 3) Apoio técnico e operacional
Como o uso de profissionais especializados, inclusive em ações aéreas quando necessário. 4) Integração com órgãos ambientais
Especialmente em áreas de preservação, onde o impacto ecológico é ainda maior. No Brasil, onde a pressão do javali cresce em diferentes biomas e estados, iniciativas bem estruturadas — com suporte técnico, ações contínuas e fiscalização — são essenciais para que o controle deixe de ser pontual e passe a ser uma estratégia consistente.





