CNPJ passa a ser obrigatório para produtores rurais em todo Brasil em 2026O que é a autossucção e por que ela ocorre? Na medicina veterinária, o ato da vaca bebendo o próprio leite é denominado autossucção. Trata-se de um vício comportamental (estereotipia) que, muitas vezes, é reflexo de falhas no bem-estar animal ou no protocolo de ordenha da propriedade. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Embora pareça apenas uma curiosidade, esse distúrbio traz riscos severos. A boca do animal é rica em bactérias que, em contato direto com o teto (esfíncter), aumentam drasticamente as chances de infecções graves, como a mastite, comprometendo não só a produção daquela vaca, mas a qualidade do leite geral da fazenda. A pressão no úbere como gatilho principal Conforme apontam especialistas em etologia bovina, uma das causas primárias para encontrar uma vaca bebendo o próprio leite é a falta de ordenha regular. Vacas de alta produção possuem uma síntese láctea intensa. Quando os horários de ordenha não são respeitados ou o intervalo é muito longo, a pressão intramamária sobe a níveis dolorosos. O animal, buscando alívio físico para o teto ingurgitado, acaba recorrendo à autossucção para esvaziar o úbere. Outros fatores de risco: Genética e Ambiente Nem sempre a culpa é apenas do horário da ordenha. O problema da vaca bebendo o próprio leite é multifatorial e pode envolver:
Vaca bebendo o próprio leite: Vício, doença ou falta de manejo? Entenda
Flagrou uma vaca bebendo o próprio leite? Entenda se é vício ou erro de manejo, os riscos de mastite e as soluções práticas para evitar prejuízos na produção.
Flagrou uma vaca bebendo o próprio leite? Entenda se é vício ou erro de manejo, os riscos de mastite e as soluções práticas para evitar prejuízos na produção. Flagrar uma vaca bebendo o próprio leite é uma das cenas mais frustrantes para o produtor rural. Além do prejuízo direto — afinal, o produto que iria para o tanque está sendo consumido pelo animal —, esse comportamento acende um sinal de alerta vermelho sobre a saúde e o manejo do rebanho. Mas o que leva um animal a desenvolver esse hábito? Seria fome, estresse ou apenas um vício difícil de tirar? Abaixo, explicamos tecnicamente o que é a autossucção, por que a vaca bebendo o próprio leite se torna um problema sanitário e quais as estratégias de manejo mais eficazes para estancar esse prejuízo. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Estresse e Tédio: Animais confinados em espaços pequenos, sem enriquecimento ambiental ou sofrendo estresse térmico, tendem a desenvolver vícios. Deficiências Nutricionais: Em alguns casos, a busca por nutrientes (como sódio ou fósforo) pode desencadear a perversão do apetite. Fator Genético: Linhagens específicas podem apresentar maior predisposição a esse comportamento, herdando a facilidade ou a tendência para a autossucção. Soluções práticas para impedir a vaca de beber o próprio leite Para o produtor que já identificou o problema no curral, a ação precisa ser rápida para evitar que outras vacas imitem o comportamento (aprendizado por observação).
1. Ajuste fino no manejo de ordenha A prevenção mais barata é a rotina. Recomenda-se realizar de duas a três ordenhas diárias, rigorosamente nos mesmos horários. Isso evita o acúmulo excessivo de leite e a dor que leva ao vício. 2. Uso de dispositivos físicos O método mais comum e eficaz é o uso de tabuletas ou desmamadores. Trata-se de um dispositivo (semelhante a um piercing ou brinco) fixado no septo nasal do animal. O acessório possui pontas ou uma placa que torna o ato de alcançar o teto fisicamente impossível ou desconfortável para a vaca, desestimulando o hábito da vaca bebendo o próprio leite sem impedir que ela se alimente no cocho ou beba água. 3. Intervenção cirúrgica Em casos crônicos onde o desmamador falha, existe a opção da glossoplastia (cirurgia na língua). No entanto, é vital ressaltar que essa é uma medida invasiva. Deve ser realizada exclusivamente por um médico veterinário capacitado, considerando sempre as normas de bem-estar animal vigentes. Muitos técnicos recomendam o descarte do animal se as medidas de manejo e barreiras físicas não funcionarem, visando evitar a propagação genética do comportamento. Escrito por Compre Rural
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Por: Redação





