“Isso significa que os únicos três países europeus fora do alcance dos mísseis balísticos iranianos são a Islândia, a Irlanda e Portugal. A 4.000 km do Irã, encontram-se Berlim, Paris e Londres”, afirmou Gideon nas redes sociais.
Reino Unido
O governo do Reino Unido tem apoiado politicamente a agressão dos EUA e de Israel contra o Irã, chegando a fornecer apoio logístico para operações de “defesa” na região. Na sexta-feira (20), o governo britânico confirmou que os EUA estão usando as bases do Reino Unido “na autodefesa coletiva da região que inclui operações defensivas americanas para degradar os locais e capacidades de mísseis usados para atacar navios no Estreito de Ormuz”. Essa confirmação gerou reação do governo iraniano. O ministro das Relações Exteriores de Teerã, Seyed Abbas Araghchi, destacou que a maioria do povo britânico não quer qualquer participação na guerra. “Ignorando seu próprio povo, o Sr. Starmer [primeiro-ministro do Reino Unido] está colocando vidas britânicas em perigo ao permitir que bases do Reino Unido sejam usadas para agressões contra o Irã. O Irã exercerá seu direito à autodefesa”, alertou Araghchi, antes das acusações de ataques à base de Diego Garcia.Programa do Irã
Uma das justificativas usadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para atacar o Irã é a alegação de que Teerã estaria próximo de construir mísseis intercontinentais que poderiam chegar ao território estadunidense. Alegação essa que voltou a ser repetida pelo chefe da Otan, Mark Rutte. Os próprios serviços de inteligência dos EUA avaliam um tempo mais extenso para o Irã desenvolver esse tipo de tecnologia, sem confirmar que o país estaria perseguindo esse objetivo. Em audiência no Senado dos EUA na semana passada, a diretora da Inteligência Nacional do país, Tulsi Gabbard, afirmou que o Irã poderia chegar nesse tipo de tecnologia até 2035. “A comunidade de inteligência avalia que o Irã já demonstrou capacidade de lançamento espacial e outras tecnologias que poderia utilizar para começar a desenvolver um míssil balístico intercontinental (ICBM) militarmente viável antes de 2035, caso Teerã tente prosseguir com essa capacidade”, disse Gabbard aos senadores. A diretora de Inteligência de Washington acrescentou que essas avaliações sobre o programa do Irã estão sendo atualizadas devido à guerra e aos "ataques devastadores às instalações de produção de mísseis, aos estoques e às capacidades de lançamento do Irã". Relacionadas
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