O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou nesta 2ª feira (23.mar.2026) que gostaria de fazer um acordo com o Irã. No sábado (21.mar), havia dito que não queria negociar.
“Eles querem fazer um acordo, nós também queremos fazer um acordo”, afirmou o presidente a jornalistas, segundo a emissora NBC News. O país persa negou nesta 2ª feira (23.mar) ter diálogos com os Estados Unidos.
Nesta 2ª feira (23.mar), Trump anunciou a suspensão, por 5 dias, de ataques a infraestruturas de energia. Segundo ele, a medida foi tomada depois de conversas “muito boas e produtivas” sobre uma possível resolução.
A decisão contraria o ultimato dado por Trump ao Irã no sábado (21.mar). Na ocasião, disse que, se o país não liberasse o estreito de Ormuz em 48 horas, militares norte-americanos atacariam e destruiriam usinas de energia iranianas.
ESCALADA NA TENSÃO
Os ataques dos Estados Unidos ao Irã foram realizados depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a uma ofensiva contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos —incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine— consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações foram feitas enquanto o país mantinha conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior iraniana disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos Estados Unidos se Washington reconhecesse seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendesse sanções econômicas.
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