Presente principalmente na construção civil, as máquinas da “linha amarela” vêm se consolidando como aliadas importantes para impulsionar o trabalho no campo. Com robustez, durabilidade e eficiência, esses equipamentos ampliam sua participação no agro brasileiro.
As máquinas da linha amarela, que incluem equipamentos como carregadeiras, escavadeiras e tratores de esteiras, deixaram de ocupar um papel secundário e passaram a ser essenciais na rotina das propriedades rurais. Na 31ª Agrishow, o destaque para esses equipamentos reforça uma tendência impulsionada pela crescente profissionalização do setor e pela busca por maior autonomia operacional no campo.
De acordo com Anderson Nascimento, gerente de marketing de produto da CNH, atualmente cerca de 16% das vendas de máquinas da linha amarela são destinadas ao setor agro. Uma das principais inovações apresentadas na Agrishow 2026 é o uso de etanol como combustível, alternativa que pode reduzir custos e impactos ambientais.
“No nosso caso, este ano estamos apresentando a máquina movida a etanol. É um equipamento novo, que já passou por testes em nosso campo de provas e agora será avaliado em uma usina sucroalcooleira. Identificamos que, nessas unidades, entre 20% e 30% dos custos estão relacionados ao consumo de diesel, um combustível com preço bastante volátil”, explica.
Segundo ele, o uso do etanol traz ganhos logísticos e ambientais. “Quando a usina produz o próprio combustível, é possível eliminar etapas de transporte e garantir maior previsibilidade de abastecimento. Além disso, o etanol apresenta níveis de emissão significativamente menores do que o diesel, o que representa um avanço importante para a sustentabilidade”, detalha.
Além do modelo movido a etanol, outras máquinas da linha amarela também foram apresentadas no evento, com aplicações específicas para o agronegócio. Os equipamentos contam com implementos e adaptações que facilitam o uso no campo, reforçando uma tendência já consolidada no Brasil: a crescente adoção desse tipo de maquinário pelo setor.
No cenário geopolítico atual, marcado pela instabilidade nos preços dos combustíveis, soluções alternativas ganham relevância. Para o representante da empresa, investir em novas fontes de energia é um caminho necessário. “Não se trata apenas de uma resposta ao momento atual, mas de uma necessidade de longo prazo. Precisamos reduzir a dependência de fontes tradicionais e avançar em alternativas mais sustentáveis”, afirma.
Ele também destaca o protagonismo brasileiro no desenvolvimento da tecnologia. “Não podemos manter soluções antigas que aumentam as emissões e prejudicam o meio ambiente. O etanol é um combustível da nossa indústria, desenvolvido com conhecimento nacional. Estamos trazendo uma inovação que ainda não existe em outros países”, conclui.





