Habituada a entregar resultados robustos, a WEG teve um primeiro trimestre de 2026 atípico, dada a expectativa que sempre se cria em torno da multinacional catarinense. O balanço do período entre janeiro e março, divulgado nesta quarta-feira (29), apontou queda em praticamente todos os indicadores financeiros da empresa.
A receita operacional (R$ 9,46 bilhões) e o lucro líquido (R$ 1,45 bilhão) do período caíram em relação ao quarto trimestre de 2025 (-7,5% e -8,2%, respectivamente) e também foram menores frente ao primeiro trimestre do último ano (-6,1% e -5,7%, respectivamente). A queda em duas janelas comparativas é uma raridade para a empresa – não há esse tipo de precedente nos balanços trimestres dos dois últimos anos.
Como a WEG acostumou mal o mercado, com quebras sucessivas de recordes e empilhando números de crescimento nos últimos anos, a desaceleração na largada de 2026 repercutiu mal e as ações da companhia caíram ao longo dia.
Na mensagem da administração que acompanha o balanço trimestral, a WEG observa que houve redução da receita consolidada “em um movimento já antecipado” de menor demanda por projetos de geração solar no Brasil. A companhia também cita a valorização do real no período, o que impactou a receita do mercado externo.
Na economia doméstica, a redução do nível de entregas no negócio de geração solar centralizada, devido à ausência de novos projetos, juntamente com um ambiente econômico menos atrativo para novos investimentos industriais de curto prazo, contribuíram para a queda da receita, justificou a companhia.
Apesar dos resultados abaixo da expectativa, a WEG informou estar “confiante em nosso modelo de negócio, apesar do cenário geopolítico atual de incertezas”.





