O Pix, meio de pagamento utilizado por milhões de brasileiros, ganhou novas regras de segurança definidas pelo Banco Central (BC). O objetivo é atuar contra fraudes e golpes, com uma recuperação mais rápida dos valores transferidos de forma indevida.
A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que passa a permitir o acompanhamento mais eficiente do caminho do dinheiro. Mesmo quando os valores são rapidamente transferidos para outras contas, prática que costuma ocorrer em crimes financeiros, os recursos serão rastreados.
O MED é acionado apenas em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional das instituições financeiras. A ferramenta não se aplica em casos de Pix a destinatários errados digitados pelo usuário.
Até então, o rastreamento de valores parava na primeira conta que recebia o dinheiro. Com a implementação do MED 2.0, os bancos conseguem monitorar o fluxo financeiro ainda que o dinheiro seja distribúido em diversas contas, estratégia utilizada por organizações criminosas.
O bloqueio cautelar é um mecanismo que ocorre em casos de suspeita de fraude. Quando o Pix é recebido, os recursos são bloqueados de forma imediata por até 72 horas pela pela instituição do recebedor para fazer uma avaliação mais detalhada.
O recebedor do Pix é notificado em caso de bloqueio cautelar. Se houver fraude, os recursos são devolvidos ao pagador. Se não houver, o bloqueio é encerrado e o recurso é devolvido ao recebedor, que será notificado.
A expectativa do Banco Central é que a taxa de recuperação dos valores aumente com a medida, o que, consequentemente, reduza o sucesso das fraudes. Segundo especialistas, os golpes considerados bem-sucedidos devem cair em até 40%.
*Com informações de Gazeta do Povo





