Starlink faz mega desconto de 50% para produtor em internet de alta velocidade de Elon MuskGigantes que moldam o mercado global
Conheça as gigantes mundiais que comandam o mercado global de café
Do domínio da Nestlé às megafusões, entenda como o mercado de café está sendo redesenhado — e como a safra atual pressiona preços, exportações e estratégias globais
Do domínio da Nestlé às megafusões, entenda como o mercado de café está sendo redesenhado — e como a safra atual pressiona preços, exportações e estratégias globais O café, segunda bebida mais consumida no mundo depois da água, transcende uma simples escolha matinal — ele define economias, molda cadeias globais e polariza gigantes da indústria em uma batalha por domínio e inovação. Em 2025, o setor movimenta cifras estimadas em US$ 138 bilhões, com projeções de crescer em ritmo consistente até ultrapassar US$ 174 bilhões até 2030. Neste cenário, corporações como Nestlé, Keurig Dr Pepper, Starbucks e outras disputam cada vez mais espaço, em movimentos estratégicos que vão desde aquisições monumentais até investimentos em soja, cápsulas, cafés prontos para beber e sustentabilidade. Agora, ganha ainda mais relevância uma variável inevitável: a safra global de café em andamento, que enfrenta desafios climáticos, gargalos logísticos e choques regulatórios. Esse panorama está redesenhando os preços, afetando exportações e impondo tensão sobre toda a cadeia, do produtor ao consumidor. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Nestlé: A maior força global do setor, reúne um portfólio imenso — café em cápsulas (Nespresso, Nescafé), torrado e moído (Seattle’s Best, adquirido da Starbucks) — com presença consolidada no varejo e no segmento premium. Keurig Dr Pepper (KDP): A recente fusão com a holandesa JDE Peet’s, por cerca de €15,7 bilhões (US$ 18 bilhões), criou um colosso do café com faturamento de US$ 16 bilhões, reunindo marcas como Keurig, Jacobs, L’OR e Peet’s em 100 países. Starbucks: A maior rede de cafeterias do mundo segue expandindo sua pegada global, especialmente na Ásia, enquanto reforça a relevância do varejo físico e digital. Lavazza Group (Itália): Con firme crescimento internacional, investindo mais de US$ 200 milhões na China por meio de joint venture com Yum China. Outros players relevantes: Tata Coffee (Índia) com foco em orgânicos; Strauss Coffee (Holanda); Massimo Zanetti (Itália), especializada em cafés especiais; Melitta e Tchibo (Alemanha), nomes tradicionais na Europa; Luckin Coffee (China), em expansão pós-reestruturação; e Caribou Coffee (EUA), parte da JAB Holding. Coca‑Cola: A dona da Costa Coffee, adquirida por US$ 5 bilhões em 2018, estuda reavaliar a estratégia no setor, inclusive com possíveis desinvestimentos. A consolidação do setor é estimulada por altas taxas de juros, custos de produção em ascensão e a busca por escala, inovações em produtos prontos para beber e exigências de sustentabilidade. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Exemplo local: na Austrália, a Retail Food Group adquiriu a rede CIBO Espresso; no Reino Unido, o Nero Group expandiu com a compra da 200 Degrees e FCB Coffee. Safra 2025/26: panorama global e impactos no mercado Produção recorde e desequilíbrios regionais A safra global de café 2025/26 está projetada para atingir recorde histórico de 178,7 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 2,5% em relação ao ciclo anterior. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela alta na produção de Robusta, que subiu 7,9% para 81,7 milhões de sacas, embora o Arabica tenha recuado 1,7%, totalizando 97 milhões. Ainda assim, o déficit de Arabica permanece estimado em −8,5 milhões de sacas, o quinto ano consecutivo de superávit negativo para esse tipo. Desempenho por país Brasil (líder mundial): redução significativa na produção de Arabica (−2,8 milhões de sacas) devido a secas e calor em Minas Gerais e São Paulo, caindo para 40,9 milhões. Já a produção de Robusta deve bater recorde, atingindo 24,1 milhões de sacas. Vietnã: recuperação da produção, estimada em 31 milhões de sacas de Robusta — alta expressiva comparada ao ano anterior. Etiópia: aumento esperado para 11,6 milhões de sacas, com avanço na produtividade por meio de renovação de plantações. Indonésia: previsão de produção total em 11,3 milhões de sacas, com Robusta em destaque (9,8 milhões) e leve avanço em Arabica (1,5 milhão). Colômbia: queda esperada para 12,5 milhões de sacas, por conta de chuvas excessivas que afetaram a florada. Exportações também devem recuar. Uganda: destaque africano — produção de 6,875 milhões de sacas (Robusta e Arabica), com políticas de apoio à produtividade. Progresso da colheita no Brasil A colheita brasileira de 2025/26 está bem adiantada: até 23 de julho, 84% da safra total foi colhida — com 96% de Robusta e 76% de Arabica concluídos. O clima úmido, apesar de chuvas de até 50 mm, não prejudicou a qualidade dos grãos; ao contrário, houve melhora no tamanho e qualidade dos grãos moídos. A cooperativa Cooxupé registrou 59% de conclusão entre os membros até 18 de julho. Preços e volatilidade No início de 2025, os futuros de café atingiram até US$ 4,30 por libra, impulsionados por clima adverso no Brasil e no Vietnã. Em agosto, o preço do Arabica saltou mais de 30%, chegando a US$ 3,74/lb, após a imposição de uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro importado pelos EUA. Essa medida atrapalhou exportações e redirecionou demanda para outros países, ainda que a preços mais altos. No Brasil, o preço da saca de 60 kg subiu cerca de 25%, alcançando 2.191 reais, ante uma queda de preços varejistas de 12% em agosto. A elevação dos preços deve, em breve, se refletir nas gôndolas. Um mercado em transformação A combinação de consolidação corporativa, clima adverso, tarifas e choques logísticos está redesenhando a geografia e a dinâmica do mercado global de café. Apesar da safra histórica, o recuo do Arabica, os déficits persistentes, os preços voláteis e as tensões comerciais sinalizam que a estabilidade ainda está distante. Para os operadores — de gigantes do setor a pequenos produtores — é tempo de adaptação, diversificação e inovação.
Por: Redação