• Sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Ciclo estral das éguas: como identificar os sinais do comportamento reprodutivo

Observar e compreender o ciclo estral das éguas é uma prática estratégica que influencia diretamente a produtividade, a qualidade genética e a lucratividade do plantel

Observar e compreender o ciclo estral das éguas é uma prática estratégica que influencia diretamente a produtividade, a qualidade genética e a lucratividade do plantel Na equinocultura moderna, entender o ciclo estral das éguas é mais do que uma necessidade técnica, é uma estratégia de negócio. Com o crescimento do rebanho equino no Brasil, que atingiu 5.962.126 milhões de cabeças em 2020, e a crescente demanda por genética de qualidade, a eficiência reprodutiva tornou-se um diferencial competitivo. A precisão na identificação do momento ideal para inseminação pode significar aumento na taxa de prenhez e, consequentemente, maior retorno econômico.
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    O que é o ciclo estral das éguas O ciclo estral é o intervalo entre ovulações, composto por diversas fases que preparam a égua para a reprodução. A duração média é de 22 a 25 dias, influenciada por fatores como fotoperíodo, nutrição e manejo ambiental. A regulação hormonal, envolvendo GnRH, LH, FSH e estrogênio, é crucial para a receptividade da fêmea. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Fases do ciclo estral
  • Proestro: maturação dos folículos e início das alterações comportamentais.
  • Estro (cio): ovulação e receptividade máxima, momento ideal para monta ou inseminação.
  • Metaestro: fase intermediária, transição para luteogênese.
  • Diestro: aumento da progesterona; se houve fertilização, inicia-se a gestação.
  • Anestro: ausência de ovulação; pode ser temporário ou verdadeiro, quando a atividade ovariana termina.
  • Sinais clínicos do comportamento reprodutivo Observar as mudanças comportamentais é essencial para identificar a fase do ciclo estral:
  • Vulva inchada e clitóris móvel.
  • Olhos mais brilhantes e alerta.
  • Poliúria.
  • Relinchos frequentes para atrair garanhões.
  • Cauda erguida.
  • Éguas mais velhas tendem a dominar o plantel, o que pode dificultar o acesso de fêmeas mais jovens à monta natural. Nesse contexto, técnicas como inseminação artificial e transferência de embriões se tornam ferramentas estratégicas para otimizar a reprodução e contornar limitações naturais do plantel. Influência de fatores externos O ciclo estral não depende apenas da fisiologia da égua: nutrição adequada, temperatura, manejo sanitário e predominância de luz solar impactam diretamente na eficiência reprodutiva. Ajustes nesses fatores podem aumentar significativamente a taxa de concepção. Identificação precisa do ciclo estral Além da observação comportamental, o acompanhamento técnico é fundamental:
  • Ultrassom modo B: permite avaliar o desenvolvimento dos folículos e a morfologia do trato reprodutivo.
  • Doppler: avalia a vascularização do útero e ovários, importante para a seleção do momento ideal da inseminação.
  • Palpação retal: exame físico complementar que fornece dados essenciais sobre o estado reprodutivo.
  • O uso combinado dessas técnicas garante altas taxas de prenhez, otimizando a reprodução e reduzindo perdas. Boas práticas de manejo reprodutivo
  • Registrar diariamente sinais comportamentais.
  • Ajustar alimentação, controle sanitário e conforto ambiental.
  • Planejar inseminações ou monta natural considerando o pico de receptividade (estro).
  • Integrar observação, ultrassonografia e palpação para decisões precisas.
  • Conclusão Observar e compreender o ciclo estral das éguas é muito mais do que um cuidado técnico: é uma prática estratégica que influencia diretamente a produtividade, a qualidade genética e a lucratividade do plantel. Cada detalhe, desde o comportamento até a avaliação hormonal, faz diferença para o sucesso da reprodução equina. Observar e compreender o ciclo estral das éguas é muito mais do que um cuidado técnico: é uma prática estratégica que influencia diretamente a produtividade, a qualidade genética e a lucratividade do plantel. Cada detalhe, desde o comportamento até a avaliação hormonal, faz diferença para o sucesso da reprodução equina. Invista no monitoramento rigoroso do ciclo estral e utilize as tecnologias disponíveis, como ultrassom e inseminação artificial, para garantir gestações saudáveis e aproveitamento máximo do potencial reprodutivo do seu plantel. Escrito por Compre Rural VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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