• Quarta-feira, 29 de abril de 2026

Como escolher um banco digital seguro e sólido

Aprenda a avaliar a solidez de um banco digital através de critérios objetivos, indicadores financeiros e camadas de proteção ao consumidor

A popularização dos bancos digitais transformou a maneira como lidamos com nossas finanças, oferecendo agilidade e conveniência. Contudo, a escolha de uma instituição financeira levanta uma questão fundamental: qual banco digital é realmente seguro e sólido?

Antes de tudo, é importante reforçar um ponto essencial: todas as instituições autorizadas a operar como banco no Brasil, de acordo com seu porte, estão sujeitas às exigências regulatórias, mecanismos de governança, controles internos, gestão de riscos e supervisão do Banco Central, independente se são digitais ou não.

Isso significa que solidez e segurança são medidas por um conjunto de fatores objetivos que garantem a proteção do seu dinheiro e a estabilidade da instituição. Para o consumidor, compreender esses critérios é essencial para tomar uma decisão informada e construir uma relação de confiança duradoura.

O conceito de "banco seguro" vai muito além da percepção popular de que instituições maiores são automaticamente mais confiáveis. A segurança de um banco deve ser avaliada com base na solidez do balanço, a qualidade da carteira de crédito, a posição de liquidez e a capacidade da instituição de atravessar diferentes ciclos econômicos sem gerar surpresas para clientes e investidores.

Bancos que mantêm estruturas prudentes, com gestão disciplinada de riscos, tendem a oferecer mais previsibilidade e estabilidade. Isso se reflete na experiência diária do cliente e na confiança construída ao longo do tempo.
Indicadores de solidez financeira

A solidez de um banco é mensurada por dados concretos e públicos. Entre os mais relevantes estão:

Instituições como o Inter, que seguem esses indicadores, demonstram solidez em diferentes aspectos. Um deles é manter uma carteira de crédito majoritariamente colateralizada, em que cerca de dois terços dos empréstimos contam com garantias. Soma-se a isso um modelo de negócios diversificado e uma disciplina consistente na gestão de risco, formando a base de uma instituição verdadeiramente sólida.

Para Alexandre Riccio, CEO do Inter no Brasil, ter o capital adequado, liquidez, qualidade dos ativos, captação diversificada, gestão responsável de riscos e um balanço financeiro forte, garante mais tranquilidade para os clientes, mesmo em cenários econômicos mais turbulentos ou desafiadores.

“Além disso, a qualidade da liderança, a conformidade com a supervisão regulatória e a existência de mecanismos de proteção ao cliente também são pontos relevantes. Na prática, a experiência do cliente, a estabilidade dos canais digitais e a confiança na marca acabam sendo sinais importantes dessa solidez no dia a dia”, afirma o executivo.

Em um banco digital esse tema envolve múltiplas camadas, que vão desde garantias financeiras até a segurança tecnológica, passando também pela conscientização das pessoas:

Bancos maduros investem continuamente em tecnologia e evolução de controles para proteger usuários, criando um ambiente digital mais seguro e minimizando riscos de fraudes. A educação financeira e digital, um pilar importante para o Inter, também é exemplo de uma medida fundamental de proteção.

Mesmo com as mais robustas medidas de segurança, incidentes podem ocorrer. O que diferencia uma instituição madura é a forma como ela responde a esses desafios. A rapidez na identificação do problema, a comunicação clara e transparente com os clientes, a existência de estruturas definidas de gestão de crises e a capacidade de contenção de impactos são decisivas.

Alexandre Riccio explica que um "ponto essencial [de segurança] é a capacidade de aprender com eventos e ajustar processos e controles, fortalecendo continuamente o sistema de gestão de riscos".

Uma postura proativa e adaptativa sinaliza maturidade e compromisso com a segurança, garantindo que a instituição esteja sempre evoluindo para proteger seus clientes e seus ativos.

Para escolher um banco digital, é fundamental observar indicadores financeiros, qualidade da gestão de riscos, proteções oferecidas e capacidade de resposta a incidentes.

A segurança financeira é um direito e responsabilidade compartilhada, em que a transparência das instituições e a vigilância dos consumidores se complementam para um ambiente digital mais confiável.

Instituições que combinam liquidez robusta, qualidade dos ativos, modelo de negócios diversificado e investimentos contínuos em tecnologia oferecem um exemplo de como a solidez é construída no ambiente digital.

Ao priorizar esses critérios, os consumidores desfrutam da conveniência dos bancos digitais com a tranquilidade de saber que suas finanças estão em boas mãos.

Por: ITATIAIA

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