Os setores de serviços de alimentação, vigilância e segurança estão entre os que lideram o volume de empregabilidade feminina no Brasil. Isso é o que mostra o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado na última segunda-feira (28). O documento aponta que o número de mulheres no mercado de trabalho cresceu 11% em relação às pesquisas anteriores, embora ainda persista uma desigualdade salarial de 21,3% entre homens e mulheres.
A quantidade de mulheres no ambiente de trabalho cresceu de forma significativa. Os dados mostram que dentro desses 11%, as mulheres negras (pretas e pardas) tiveram um crescimento de empregabilidade de 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o que representa mais de 1 milhão de ocupadas.
Os números também apontam para o crescimento na contratação de:
A pesquisa também indica que 7% dos estabelecimentos afirmam contratar mulheres em situação de violência.
O mercado de trabalho brasileiro apresenta uma concentração expressiva da força de trabalho feminina em atividades voltadas à prestação de serviços. Esta tendência reflete tanto a demanda por mão de obra em áreas específicas quanto a transição de funções para setores que, historicamente, vêm revisando suas políticas de inclusão e flexibilidade.
Os segmentos que lideram o volume de contratações de mulheres são:
Essa composição setorial sugere que, embora o crescimento seja notável, ainda há uma concentração da ocupação feminina em setores com diferentes níveis de remuneração média, o que dialoga diretamente com o desafio da equidade salarial.
Os dados mostram que após a Lei nº 14.611, sancionada em 3 de julho de 2023, que reforça a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres, houve um aumento de políticas internas nesse período:
Os estados com menor desigualdade, segundo dados publicados pela pesquisa, são:
Os com maior desigualdade salarial são:
*Com edição de Luiz Daudt Junior.





