O preço médio das passagens aéreas teve um aumento de quase 15% no mês passado, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A tarifa média comparada entre as companhias em operação no país saiu de R$ 617,78 em fevereiro para R$ 707,16 em março, em meio a crise nos combustíveis causada pela guerra no Oriente Médio.
O bloqueio no Estreito de Ormuz, por onde passa mais de 20% da produção global de petróleo, fez com que os preços disparassem desde o final de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã.
O efeito maior é percebido sobre o diesel e a querosene de aviação (QAV), que representam 40% dos custos operacionais das companhias. De acordo com a Anac, o combustível do setor teve um aumento de 5,5% na passagem do mês, de R$ 3,41 o litro para R$ 3,90.
Em tese, o aumento só não foi maior porque o reajuste do QAV comercializado pela Petrobras ocorreu apenas no início de abril. Os efeitos da guerra obrigaram a petrolífera a aumentar o preço de distribuição do combustível em 55%, enquanto em março o reajuste havia sido de cerca de 9%.
A tarifa real varia de acordo com as companhias. No caso da Azul, por exemplo, o aumento foi de 21%, de R$ 608,17 em fevereiro para R$ 739,87; a tarifa da Latam saiu de R$ 662,20 para R$ 733,05 na passagem do mês, um aumento de 10%; enquanto o preço da passagem na Gol subiu 11,3% de R$ 561,60 para R$ 625,55.
Em março, foram comercializados 2,67 milhões de assentos em rotas aéreas, uma queda de 11,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, e um aumento de 19% em relação ao período em 2024.





