A cidade de Manaus, escolhida pela Intelbras para receber uma nova fábrica da Intelbras com investimento de R$ 200 milhões, tem renda média domiciliar per capita de R$ 1.502, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) divulgados em dezembro do ano passado, referente a 2024. É o pior rendimento entre todas as capitais brasileiras.
O rendimento fica abaixo da média das demais capitais (R$ 2.590,04) e é quase três vezes menor do que Florianópolis, que tem renda média de R$ 4.673,75 e está em primeiro lugar.
O rendimento domiciliar per capita do IBGE é a média de renda disponível por pessoa em um domicílio, calculada dividindo a soma total dos rendimentos (trabalho e outras fontes) de todos os moradores pelo número total de residentes. O índice é divulgado anualmente pela PNAD Contínua.
Apesar das fragilidades econômicas, Manaus tem Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 127,6 bilhões, consolidando-se como o maior PIB entre os municípios das regiões Norte. O desenvolvimento econômico é impulsionado pela Zona Franca, uma área de livre comércio e de incentivos fiscais voltada à importação, exportação e à instalação de indústrias.
Garantido pela Constituição Federal de 1988, o modelo da Zona Franca atrai empresas e indústrias do Brasil e estrangeiras por oferecer diversas vantagens econômicas. Só no Polo Industrial, são 552 empresas ativas que fazem parte do modelo, segundo dados da Superintendência da Zona Franca (Suframa).
A Intelbras anunciou na segunda-feira (27) a compra de um terreno de cerca de 670 mil metros quadrados em Manaus para futura expansão da capacidade produtiva, com uma nova unidade industrial no Norte do país. Pela área, a companhia desembolsou R$ 19,4 milhões.
O investimento de R$ 200 milhões, ao longo dos próximos 18 meses, inclui preparação do terreno, execução das obras e aquisição de infraestrutura fabril e administrativa. O financiamento deverá combinar recursos próprios e de terceiros.
Em comunicado ao mercado, a Intelbras informou que a aquisição faz parte de uma estratégia para suportar o aumento da demanda principalmente de soluções voltadas à segurança, um dos braços de negócios da companhia – que também fabrica equipamentos de comunicação e energia solar.
A empresa atua na Zona Franca de Manaus desde 2009. A unidade, que tem 1,2 mil funcionários e produz equipamentos de CFTV, usados em sistemas de segurança e circuitos fechados de TV, é considerada um “porto seguro” para a empresa.
No início de abril, a Intelbras já sinalizava a possibilidade de ampliar a fábrica para aproveitar os benefícios fiscais oferecidos às indústrias instaladas na região.
No comunicado desta segunda, a Intelbras confirma que vinha analisando alternativas para Manaus, que incluíam tanto a aquisição de um terreno para construção quanto uma eventual aquisição de uma planta industrial já existente.
Fonte: Anuário Valor 1000. Crédito das imagens: Divulgação e Arquivo NSC Total
*Com informações do g1 e da Revista Cenarium.





