Na 31ª edição da Agrishow, a maior vitrine de tecnologia agrícola da América Latina, a jornada para a transformação digital do campo ganha novos contornos. Com um portfólio focado em converter dados em valor real, soluções inovadoras conectam produtores de soja, milho e algodão a um futuro mais produtivo, sustentável e integrado.
Segundo Daniel Padrão, diretor de Operações da Climate FieldView da Bayer, o setor vive um momento de amadurecimento histórico. "A agricultura digital foi uma crença muito grande desde o início. Praticamente inauguramos esse termo lá atrás e, de lá para cá, o que era um conceito e uma visão virou realidade. Hoje vemos o produtor super engajado e um mercado consolidado, reconhecendo a importância que isso tomou na agricultura moderna brasileira”, contou à Itatiaia.
Neste cenário, a Bayer apresenta sua jornada digital para conectar o produtor ao futuro da agricultura, por meio da assistência inteligente, recomendações agronômicas e sustentabilidade. A estratégia da companhia busca transformar dados coletados no talhão em inteligência estratégica para aumentar a rentabilidade no campo.
Um dos anúncios celebrados pela marca foi a integração estratégica com grandes empresas do setor de máquinas agrícolas. Agora, as prescrições geradas no ecossistema digital podem ser enviadas via nuvem diretamente para o centro de operações dos equipamentos, eliminando o uso de pen drives e reduzindo riscos operacionais.
Padrão explica que a evolução busca tornar a ferramenta um "porto seguro" para os dados. "Estamos atualizando a tecnologia para que o assistente digital esteja ainda mais próximo, não só para responder uma pergunta, mas para trazer notificações que chamem a atenção do produtor no momento correto. Isso permite que ele se antecipe, evitando problemas ou amplificando ganhos. Essa integração sem atrito com as máquinas acelera a adoção da tecnologia e amplia ganhos que já chegam a 30% de produtividade no milho”.
Para sustentar esse fluxo de dados, a Bayer apresentou o FieldView Drive 2.0. O novo hardware, previsto para a safra 2026/27, promete transferências de dados até 12 vezes mais rápidas que a versão atual, garantindo agilidade no mapeamento das operações.
No eixo de recomendações, o programa Bayer Valora Milho usa ciência de dados para otimizar a população de sementes e o uso de nitrogênio. O programa já alcança mais de 650 mil hectares na safrinha 2026.
"O agricultor não paga nada a mais pelo Valora; o grande ponto é que ele tenha o máximo de rentabilidade e maximize a experiência com nossos híbridos. O resultado médio tem sido de cinco sacas a mais por hectare. Hoje, um em cada quatro agricultores já utiliza a solução em mais de 50% de sua área”, explicou Marlon Denez, diretor de Soluções Digitais para Milho da Bayer.
Além do milho, outras ferramentas da Bayer ganham destaque:
A agricultura regenerativa deixou de ser um conceito abstrato para se tornar uma vantagem competitiva. Com mais de 3,1 milhões de hectares monitorados, o programa PRO Carbono da Bayer ajuda o produtor a medir e reduzir sua pegada ambiental.
Carmino Bertolino, gerente de Operações Comerciais de Carbon Venture da Bayer, destacou a parceria com a Embrapa no desenvolvimento de ferramentas inéditas de medição.
"Com o Footprint e o ProCS, o agricultor consegue calcular a pegada de carbono e o estoque de carbono no solo, comparando-os com a média nacional. Isso dá a ele a comprovação necessária para operar em mercados que exigem sustentabilidade, conectando-o com indústrias que precisam abater metas de descarbonização”, comentou.





