A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira (1º), um novo reajuste na Querosene de Aviação (QAV) conforme previsto nos contratos com as distribuidoras. Dessa vez, o combustível usado pelas companhias aéreas terá um aumento de 18%, que corresponde a um acréscimo de quase R$ 1 por litro em relação ao preço de abril, chegando a um acréscimo de quase 90% no ano.
Em comunicado, a petroleira afirmou que o aumento se dá em um “contexto excepcional de questões geopolíticas”. O preço do combustível é afetado pela disparada no barril do petróleo, que ultrapassou US$ 125,00 em meio a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, além do bloqueio do Estreito de Ormuz - rota de 20% da produção global da commodity.
A companhia também afirmou que vai seguir disponibilizando uma opção de parcelamento do reajuste em seis vezes, com a primeira parcela vencendo em julho deste ano. "Essa medida visa preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste no setor de aviação brasileiro, assegurando o bom funcionamento do mercado", disse.
Na prática, o reajuste no QAV é feito todo dia 1º do mês. Os efeitos da guerra obrigaram a petroleira a aumentar o preço de distribuição do combustível em 55% em abril, enquanto em março o reajuste havia sido de cerca de 9%.
O combustível responde por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, podendo causar um aumento no preço das passagens aéreas e pressionar as margens das empresas. Na passagem de fevereiro para março, o preço médio da tarifa subiu quase 15%, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A tarifa média comparada entre as companhias em operação no país saiu de R$ 617,78 em fevereiro para R$ 707,16 em março, em meio a crise nos combustíveis causada pela guerra no Oriente Médio. Ainda de acordo com a Anac, o combustível do setor teve um aumento de 5,5% na passagem do mês, de R$ 3,41 o litro para R$ 3,90.





