• Sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Trump adia tarifaço sobre a China por mais 90 dias

Decisão mantém suspensão de medidas adotadas durante a guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo

, assinou nesta segunda-feira (11/8) uma ordem executiva que prorroga por mais 90 dias a suspensão de tarifas elevadas sobre produtos da . A medida foi confirmada pela à emissora norte-americana CNBC e impede que as taxas voltem a vigorar já nesta terça-feira (12/8), como estava previsto. A decisão foi tomada poucas horas antes do fim do prazo original e ocorre em meio a negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Na última sexta-feira (8/8), o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, já havia antecipado que a prorrogação era esperada, resultado da mais recente rodada de conversas ocorrida no fim de julho, em Estocolmo, na Suécia. Se a prorrogação não fosse feita, as tarifas americanas sobre produtos chineses voltariam aos níveis de abril (145%), período em que a disputa comercial atingiu seu auge. Atualmente, a maior parte das taxas está suspensa desde maio, quando representantes dos dois países se reuniram em Genebra, na , e acertaram uma trégua inicial de 90 dias. Leia também Entenda a disputa tarifária entre EUA e China A guerra tarifária entre Estados Unidos e China atingiu um de seus momentos mais intensos em abril, com sucessivas medidas de retaliação que elevaram drasticamente o custo de importações O confronto começou após Donald Trump anunciar, em 2 de abril, um aumento de tarifas sobre diversos países, incluindo a China, que recebeu uma das maiores elevações: 34%, somados aos 20% já cobrados anteriormente sobre produtos chineses. Em resposta, Pequim anunciou, em 4 de abril, a aplicação da mesma taxa de 34% sobre todas as importações americanas. A Casa Branca reagiu rapidamente, estabelecendo um prazo até o meio-dia de 8 de abril para que a China retirasse as tarifas. Caso contrário, o país seria alvo de mais 50 pontos percentuais de imposto, totalizando 104% nas alíquotas aplicadas. O governo chinês não cedeu e afirmou estar pronto para “revidar até o fim”. Cumprindo a ameaça, Trump anunciou a elevação das tarifas para o patamar prometido. 4 imagens Em 11 de abril, o Ministério das Finanças chinês informou que os produtos americanos importados para a China terão tarifas de 84% a 125%. Já do "outro lado", Trump havia dito que, caso não conseguisse chegar a um consenso sobre os acordos comerciais, manteria as taxas anunciadas para importações dos países no início de abrilMesmo com a trégua de 90 dias, Trump subiu a cobrança em mais 50% devido à resposta da China, que devolveu na mesma moeda, cobrando 34% dos produtos estadunidenses importados por láTrump e Xin JinpingFechar modal. 1 de 4 EUA e China entraram em conflito após o anúncio das tarifas feito por Donald Trump Reprodução 2 de 4 Em 11 de abril, o Ministério das Finanças chinês informou que os produtos americanos importados para a China terão tarifas de 84% a 125%. Já do "outro lado", Trump havia dito que, caso não conseguisse chegar a um consenso sobre os acordos comerciais, manteria as taxas anunciadas para importações dos países no início de abril Dilara Irem Sancar/Anadolu via Getty Images 3 de 4 Mesmo com a trégua de 90 dias, Trump subiu a cobrança em mais 50% devido à resposta da China, que devolveu na mesma moeda, cobrando 34% dos produtos estadunidenses importados por lá GPT/Arte Metrópoles 4 de 4 Trump e Xin Jinping Thomas Peter-Pool/Getty Images No dia seguinte, 9 de abril, Pequim respondeu ampliando as tarifas sobre produtos americanos de 34% para 84%, equiparando-se ao aumento imposto por Washington. No mesmo dia, Trump declarou uma pausa no tarifaço contra mais de 180 países, mas manteve a China como exceção, elevando as tarifas para 125%. Em 10 de abril, a Casa Branca esclareceu que os 125% seriam somados aos 20% já existentes, resultando numa alíquota total de 145% sobre produtos chineses. A escalada terminou em 11 de abril, quando o governo chinês aumentou suas tarifas para 125% sobre mercadorias americanas, encerrando uma sequência de retaliações que marcou mais um capítulo da longa disputa comercial entre os dois países.
Por: Metrópoles

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