O presidente Donald Trump (Partido Republicano) revogou a proteção do Serviço Secreto para a ex-vice-presidente Kamala Harris (Partido Democrata). A decisão foi comunicada por meio de uma carta na 5ª feira (28.ago.2025) e passará a valer em 1º de setembro. A oposição fala em vingança por parte do republicano.
A carta, intitulada “Memorando para o Secretário de Segurança Interna” determina que o Serviço Secreto “descontinue quaisquer procedimentos relacionados à segurança além daqueles exigidos por lei”. As informações foram obtidas pela CNN.
“Você está autorizado a descontinuar quaisquer procedimentos relacionados à segurança previamente autorizados pelo Memorando Executivo, além daqueles exigidos por lei, para o seguinte indivíduo, a partir de 1º de setembro de 2025: Ex-vice-presidente Kamala D. Harris”, diz a carta.
A princípio, o período terminaria em 21 de julho, mas o ex-presidente Joe Biden (Partido Democrata) estendeu o prazo por mais 1 ano.
A revogação se dá enquanto Harris se prepara para uma turnê de divulgação de seu livro, “107 days” (“107 dias”, em tradução livre), que detalha sua campanha presidencial nas eleições de 2024, quando concorreu contra Trump depois da desistência de Biden. O lançamento da obra será em 23 de setembro.
Kirsten Allen, conselheira sênior de Harris, confirmou o ato e disse que a democrata é “grata ao Serviço Secreto dos EUA por seu profissionalismo, dedicação e compromisso inabalável com a segurança”.
Um porta-voz do governador da Califórnia, Gavin Newsom (Partido Democrata), criticou a medida: “A segurança de nossos funcionários públicos nunca deve estar sujeita a impulsos políticos erráticos e vingativos”.
Já a prefeita de Los Angeles, Karen Bass (Partido Democrata), classificou a revogação como “outro ato de vingança após uma longa lista de retaliações políticas na forma de demissões, revogação de autorizações de segurança e mais”.