• Sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Casa Branca diz que “matança” continuará na Ucrânia enquanto guerra durar

Trump afirma não estar surpreso com novos ataques russos; ofensiva deixou ao menos 23 mortos em Kiev.

Diante dos novos ataques russos contra a Ucrânia nesta 5ª feira (28.ago.2025), a Casa Branca declarou que a “matança” continuará enquanto a guerra durar. Em entrevista a jornalistas, a secretária de Imprensa do governo dos Estados Unidos, Karoline Leavitt, disse que Donald Trump não está feliz com a investida de Moscou, mas “também não ficou surpreendido”.

“O presidente continua a observar isto atentamente e esta matança, infelizmente, continuará enquanto a guerra continuar, razão pela qual o presidente quer que ela termine. E é por isso que ele trabalhou mais do que qualquer outra pessoa para acabar com esta guerra, que nunca teria começado se ele fosse presidente”, declarou Karoline Leavitt.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou mais de 600 bombardeios em todo o país. As defesas ucranianas abateram cerca de 563 drones e 26 mísseis lançados. O chefe da administração militar local, Tymur Tkachenko, informou pelo menos 23 mortes dessa investida.

A secretária também comentou as ofensivas ucranianas contra refinarias de petróleo da Rússia. “Eles, de fato, eliminaram 20% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia ao longo dos seus ataques durante o mês de agosto”, declarou.

Leavitt afirmou ainda que “talvez ambos os lados desta guerra não estejam prontos para terminá-la por conta própria”, ressaltando que Trump deseja o fim do conflito, mas os líderes dos 2 países precisam e devem querer que ela termine.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também se manifestou em seu perfil do X. Afirmou nesta 5ª feira (28.ago) que Vladimir Putin prefere “balística a medidas reais de paz” e mata crianças “para não falar sobre quando e como a paz virá”.

Segundo Zelensky, os ataques não atingem apenas a Ucrânia, mas também a Europa, os Estados Unidos e outros atores globais. Ele criticou a China por, na prática, permitir que Moscou continue a guerra e pediu que a comunidade internacional adote novas sanções e tarifas contra países e empresas que apoiam o Kremlin. “O fim da guerra é possível graças à força e à pressão, não só com palavras”, disse.

Depois da iniciativa russa, a União Europeia e o governo do Reino Unido convocaram os embaixadores russos em seus países para prestar explicações sobre esses ataques. Os líderes europeus anunciaram novas sanções a Moscou.

Por: Poder360

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