Em meio a ameaças e tentativas de cessar-fogo na guerra que atinge o Oriente Médio, envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse, nesta segunda-feira (6), que, se pudesse, tomaria o petróleo do país persa. A declaração aconteceu em uma coletiva de imprensa, na Casa Branca.
"Se pudesse escolher, tomaria o petróleo [do Irã], mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra", disse o presidente dos EUA.
Na ocasião, Trump também confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão. Ele apontou que o texto "foi um ato significativo [por parte do Irã], mas ainda não bom o suficiente". O Irã também rejeitou a proposta insistindo "na necessidade de um fim definitivo para o conflito", informou a agência de notícias estatal IRNA.
O governo iraniano fez uma contraproposta construída em dez parágrafos, destacando algumas condições:
Enquanto isso, a Casa Branca informou que "a Operação Fúria Épica continua", disse um funcionário do governo republicano.
Ainda nesta segunda, Donald Trump alertou que os Estados Unidos podem atacar usinas de energia, pontes e outras infraestruturas no Irã, caso o país persa não chegue a um acordo ou reabra o Estreito de Ormuz.
O presidente norte-americano tem feito diversas ameaças, apontando, no último fim de semana, que o Irã tem até às 20h (horário do leste dos EUA) de terça (7) para fechar um acordo.
O republicano ainda destacou que o Irã poderia ser "derrubado" em uma noite, apontando que isso poderia acontecer nesta terça-feira (7).
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
*Com AFP e CNN Internacional





