Os quatro astronautas da missão Artemis II iniciaram nesta segunda-feira (6) a fase final da aproximação da Lua, quando alcançaram o ponto de inflexão no qual a gravidade lunar exerce uma atração maior sobre a nave do que a gravidade da Terra.
A nave Orion utilizará a gravidade lunar para ganhar impulso em um sobrevoo que levará a tripulação a uma distância recorde, superando qualquer ponto do espaço alcançado pelo ser humano até hoje. A manobra é fundamental para garantir o trajeto de retorno dos astronautas à Terra.
A missão, iniciada na última quarta-feira (1°) entrou no que a Nasa denomina esfera de influência lunar à 1h42, horário de Brasília, e, em breve, realizará o primeiro sobrevoo lunar desde 1972.
Nesta etapa, a missão estará a quase 63.000 quilômetros da Lua e a 374.000 quilômetros da Terra, informou um funcionário da Nasa.
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A agência espacial americana publicou no domingo uma imagem registrada pela tripulação, na qual a Lua aparece distante e a bacia Oriental visível.
"Esta missão marca a primeira vez que toda a bacia foi vista por olhos humanos", informou a Nasa. A enorme cratera, que se assemelha a um alvo, já tinha sido fotografada anteriormente por câmeras orbitais.
A Nasa destacou que a tripulação da Artemis concluiu um teste para garantir que a pilotagem manual funciona e também revisou o plano de observação científica para identificar e fotogravar diversos acidentes geográficos da superfície lunar.
Os astronautas da Artemis II já experimentaram perspectivas totalmente novas. "Ontem à noite, tivemos nossa primeira visão do lado oculto da Lua, e foi absolutamente espetacular", disse Koch, durante uma entrevista ao vivo do espaço.
A missão faz parte de um plano de longo prazo para retornar de forma sustentável à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva de plataforma para futuras explorações.
Durante o sobrevoo do satélite, o diretor da Nasa, Jared Isaacman, ressaltou: "Vamos aprender muito sobre a nave espacial". "É o que mais nos interessa em termos de dados", acrescentou, ao lembrar que a cápsula Orion ainda não havia transportado nenhuma pessoa.
A Nasa, agência estatal da área de aeronáutica e espaço, pretende fazer um pouso lunar em 2028, antes do fim do mandato de Donald Trump.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Alex Araújo)





