O governo do Irã negou, nesta segunda-feira (6), reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um “cessar-fogo temporário” proposto pelos Estados Unidos. A informação foi transmitida por um alto funcionário iraniano à agência de notícias Reuters. A fonte ainda acrescentou que Teerã considera que Washington não está pronto para um cessar-fogo permanente.
A fonte ainda confirmou que o Irã recebeu a proposta do Paquistão para uma suspensão imediata e analisa o plano, ressaltando que Teerã não aceita ser pressionado a cumprir prazos ou tomar uma decisão apressada.
O esboço prevê duas etapas: primeiro um cessar-fogo, seguido de um acordo mais amplo, que poderia ser fechado em 15 a 20 dias, segundo fonte próxima às negociações.
A chegada da proposta ocorre em meio a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, e novos ataques à infraestrutura energética e de transporte do Irã, caso não haja acordo e a passagem estratégica seja reaberta até terça-feira (7). Mais tarde, Trump fixou o prazo para 20h, horário da costa leste americana.
Novos bombardeios foram registrados na região nesta segunda-feira, mais de cinco semanas após o início da ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Em resposta, Teerã bloqueou praticamente o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do petróleo e gás natural comercializados globalmente, e atacou Israel, bases militares americanas e instalações energéticas na região do Golfo.
O presidente americano, Donald Trump, ameaçou, nesse sábado (4), desatar um "inferno" se o Irã não chegar a um acordo em 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz, via marítima crucial bloqueada pelo Irã, onde os bombardeios atingiram a área próxima a uma usina nuclear.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, alertou que os efeitos de qualquer chuva radioativa atingiriam com maior intensidade os países vizinhos do Golfo.
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, que mataram o guia supremo Ali Khamenei e que acarretaram uma campanha de bombardeios da República Islâmica no Oriente Médio, com repercussões na economia global.
*Com informações da CNN
(Sob supervisão de Alex Araújo)





