O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (6), que o país analisou uma proposta de cessar-fogo de 45 dias na guerra com o Irã. O republicano acrescentou que a medida pode ser "um passo muito significativo" no conflito.
"É uma proposta significativa, é um passo significativo. Não é suficiente, mas é um passo muito significativo", disse Trump a repórteres na Casa Branca, acrescentando que os mediadores "estão negociando agora".
Por outro lado, o Irã rejeitou uma proposta de pôr fim à guerra com os Estados Unidos e Israel, insistindo "na necessidade de um fim definitivo para o conflito", informou a agência de notícias estatal IRNA nesta segunda (6).
Ao mesmo tempo que a agência afirmou que a proposta que chegou a Teerã era "norte-americana", relatos da mídia dos Esados Unidos apontam que ela tenha se originado de países mediadores.
Pouco antes dessas declarações de Trump, a Casa Branca havia indicado que o presidente "não validou" a proposta, que era "uma entre muitas ideias" em discussão nas negociações.
Os Estados Unidos e Irã rejeitaram, também nesta segunda-feira (6), a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão e entregue durante a noite aos dois países.
Segundo a agência estatal IRNA, Teerã rejetou o acordo de trégua, mas enfatizou a necessadida do fim da guerra. O governo iraniano fez uma contraproposta construída em dez parágrafos.
O país persa destaca algumas condições:
Enquanto isso, a Casa Branca informou à Agence Frace-Presse que Trump não validou a proposta feita pelo Paquistão. "A Operação Fúria Épica continua", disse um funcionário do governo republicano.
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
*Com AFP e CNN Internacional





