Os preços do petróleo ultrapassaram nesta segunda-feira (6) a barreira de 110 dólares por barril, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e pelas ameaças de Donald Trump de destruir instalações civis do Irã.
Depois de superar o valor durante as primeiras negociações no mercado asiático, tanto o West Texas Intermediate (WTI) quanto o Brent do Mar do Norte eram negociados em baixa.
Às 4h30, horário de Brasília, o barril de WTI, referência para os Estados Unidos, recuava 0,7%, a 100,75 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, subia 0,2%, a 109,20 dólares o barril.
Trump advertiu nesse domingo (5) que destruirá pontes e usinas de energia iranianas se a República Islâmica não reabrir o trânsito naval pelo Estreito de Ormuz, via pela qual trafegava 20% da produção de petróleo mundial antes da guerra.
O Irã bloqueia a passagem pelo estreito desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
A Bolsa de Tóquio encerrou a segunda-feira em alta de 0,6%, enquanto a Bolsa de Seul fechou com alta de 1,4%. Outras Bolsas asiáticas não operaram devido ao feriado da segunda-feira de Páscoa.
O governo do Irã negou reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um “cessar-fogo temporário” proposto pelos Estados Unidos. A informação foi transmitida por um alto funcionário iraniano à agência de notícias Reuters. A fonte ainda acrescentou que Teerã considera que Washington não está pronto para um cessar-fogo permanente.
A fonte ainda confirmou que o Irã recebeu a proposta do Paquistão para uma suspensão imediata e analisa o plano, ressaltando que Teerã não aceita ser pressionado a cumprir prazos ou tomar uma decisão apressada.
O esboço prevê duas etapas: primeiro um cessar-fogo, seguido de um acordo mais amplo, que poderia ser fechado em 15 a 20 dias, segundo fonte próxima às negociações.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Alex Araújo)





