• Segunda-feira, 6 de abril de 2026

Preços do petróleo superam 110 dólares após ameaças de Trump ao Irã

Rejeição do Irã por proposta de reabertura do Estreito de Ormuz e ameaças dos Estados Unidos movimentam o mercado

Os preços do petróleo ultrapassaram nesta segunda-feira (6) a barreira de 110 dólares por barril, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e pelas ameaças de Donald Trump de destruir instalações civis do Irã.

Depois de superar o valor durante as primeiras negociações no mercado asiático, tanto o West Texas Intermediate (WTI) quanto o Brent do Mar do Norte eram negociados em baixa.

Às 4h30, horário de Brasília, o barril de WTI, referência para os Estados Unidos, recuava 0,7%, a 100,75 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, subia 0,2%, a 109,20 dólares o barril.

Trump advertiu nesse domingo (5) que destruirá pontes e usinas de energia iranianas se a República Islâmica não reabrir o trânsito naval pelo Estreito de Ormuz, via pela qual trafegava 20% da produção de petróleo mundial antes da guerra.

O Irã bloqueia a passagem pelo estreito desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

A Bolsa de Tóquio encerrou a segunda-feira em alta de 0,6%, enquanto a Bolsa de Seul fechou com alta de 1,4%. Outras Bolsas asiáticas não operaram devido ao feriado da segunda-feira de Páscoa.

O governo do Irã negou reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um “cessar-fogo temporário” proposto pelos Estados Unidos. A informação foi transmitida por um alto funcionário iraniano à agência de notícias Reuters. A fonte ainda acrescentou que Teerã considera que Washington não está pronto para um cessar-fogo permanente.

A fonte ainda confirmou que o Irã recebeu a proposta do Paquistão para uma suspensão imediata e analisa o plano, ressaltando que Teerã não aceita ser pressionado a cumprir prazos ou tomar uma decisão apressada.

O esboço prevê duas etapas: primeiro um cessar-fogo, seguido de um acordo mais amplo, que poderia ser fechado em 15 a 20 dias, segundo fonte próxima às negociações.

*Com informações da AFP

(Sob supervisão de Alex Araújo)

Por: Redação

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