Morreu neste sábado (28.fev.2026) o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, depois que um ataque dos Estados Unidos atingiu a capital Teerã. A informação foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Khamenei tinha 86 anos e ocupava o posto mais alto da hierarquia política e religiosa do país desde a morte do fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini. Estava no posto há 35 anos. Era o mais longevo chefe de Estado do Oriente Médio.
Segundo a constituição iraniana, o vice-presidente Mohammad Mokhber deve assumir funções administrativas imediatas, enquanto um conselho especial terá 50 dias para organizar eleições e definir o novo rumo do Conselho de Especialistas, que escolhe o sucessor religioso.
Imagens aéreas divulgadas nas redes sociais mostram a explosão na casa onde supostamente o líder iraniano estava.
Assista (9s):
Nas redes sociais do iraniano, foi publicada uma imagem com a seguinte legenda no final da tarde deste sábado minutos depois de Trump confirmar a morte de Khamenei: “Em nome de Nami Haider (que a paz esteja com ele)”.
Ali Khamenei foi uma figura central da Revolução de 1979. Antes de se tornar líder supremo, foi presidente do Irã durante a guerra contra o Iraque (1981-1989) de Saddam Hussein. Ele assumiu o poder total em junho de 1989.
O atual sistema de governo iraniano nasceu em 1979, substituindo a monarquia do Xá Reza Pahlavi. O regime é baseado no conceito de Velayat-e Faqih (Tutela do Jurista Islâmico), idealizado por Khomeini.
O sistema mistura elementos de uma República (com presidente e Parlamento eleitos) com uma teocracia, onde o Líder Supremo (um aiatolá) tem poder de veto sobre todas as decisões eleitorais e leis.
O regime atual substituiu a monarquia dos Pahlavi em 1979. O último Xá, Mohammad Reza Pahlavi, tentou modernizar o Irã de forma acelerada e secular (não religiosa), o que resultou numa resistência entre clérigos conservadores e parte da população que se sentia excluída.
A revolução de 1979 uniu diversos grupos, dos islâmicos aos comunistas, contra o Xá, mas foram os clérigos liderados por Khomeini que tomaram o controle total depois da queda do monarca. Desde então, o país passou a ser regido por princípios religiosos estritos.
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas em âmbito diplomático com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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