• Sábado, 28 de fevereiro de 2026

Israel defende operação militar contra Irã em reunião da ONU

Embaixador Danny Danon afirmou que ação foi uma resposta a "ameaça existencial" durante reunião do Conselho de Segurança. Leia no Poder360

O embaixador israelense nas Nações Unidas, Danny Danon, defendeu as ofensivas do país e dos Estados Unidos contra o Irã durante reunião emergencial do Conselho de Segurança neste sábado (28.fev.2026). Danon afirmou que a operação ocorreu como resposta a uma “ameaça existencial” que estava prestes a se tornar “irreversível”.

“Agimos por necessidade”, disse. Segundo ele, “a diplomacia estava esgotada”.

Danon declarou, ainda, que Israel não agiu por impulso ou com intenções agressivas. Ele citou os cânticos iranianos de “Morte a Israel, Morte à América” e a queima de bandeiras de ambos os países como atos de “ódio sancionado pelo Estado” e preparação para ação. Argumentou que o Irã violou as regras da ONU por conta do seu programa nuclear.

Durante o seu discurso na sede das Nações Unidas, Danon também afirmou que a operação é direcionada “a um regime que silenciou” os iranianos. Ele declarou que Israel “está com” a população do país.

O Irã não confirma, mas o presidente dos Estados Unidos Donald Trump (partido Republicano) publicou que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei foi morto pelos ataques combinados. Ele também disse que  os ataques ao Irã continuarão “pelo tempo que for necessário” até o país atingir seu “objetivo” de “paz no Oriente Médio” e “no mundo”. A declaração foi dada na plataforma Truth Social em postagem feita neste sábado (28.fev.2026).

A ofensiva foi realizada depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘Nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

O líder, de 86 anos, ocupava desde 1989 o posto de líder supremo do Irã. Ele foi chefe de Estado, comandante-em-chefe das Forças Armadas e tinha a palavra final sobre decisões estratégicas do país. O líder supremo é a autoridade máxima do sistema político iraniano. Concentra autoridade religiosa e política.

Nascido em 1939 na cidade de Mashhad, Khamenei participou ativamente da Revolução Islâmica de 1979. Tornou-se aliado próximo do aiatolá Ruhollah Khomeini. Depois da morte de Khomeini, foi escolhido pela Assembleia dos Peritos para assumir o posto máximo da República Islâmica. Inicialmente não possuía o grau religioso exigido pela Constituição, que foi posteriormente alterada.

Ao longo de mais de 3 décadas no poder, consolidou controle sobre as instituições iranianas. Fortaleceu a Guarda Revolucionária e adotou uma política externa marcada pelo apoio a grupos armados. Seu governo enfrentou sucessivas ondas de protestos internos, reprimidas com rigor. Manteve postura hostil em relação a Israel e aos Estados Unidos.

Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:

Por: Poder360

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