O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, havia dito na véspera dos ataques dos Estados Unidos ao país persa que o acordo com os norte-americanos tinha “bom progresso”. Um comunicado oficial do governo do país do Oriente Médio reforçou que houve um avanço nas tratativas sobre as sanções.
“Hoje posso dizer que foi um dos períodos de negociações mais sérios e longos que tivemos”, disse o ministro em entrevista. “Tivemos um bom progresso e entramos de forma muito séria nos elementos de um acordo, tanto na área nuclear, quanto na área de sanções”, declarou.
Ele disse ainda que as tratativas concluíram-se com o entendimento mútuo de que o Irã continuará a dialogar de forma mais detalhada sobre questões essenciais. Estava marcada para os próximos dias uma reunião técnica em Viena, segundo ele, para definir os próximos passos. O Omã estava conduzindo as negociações.
Neste sábado (28.fev.2026), depois dos ataques dos EUA, o ministro disse que a guerra do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), e do presidente dos EUA, Donald Trump (republicano) é ilegal e ilegítima. Afirmou que as Forças Armadas do Irã estão preparadas e darão aos agressores a lição que merecem.
A reunião fazia parte da 3ª rodada de negociações nucleares entre Teerã e Washington, realizada em Genebra. O Irã pediu à ONU (Organização das Nações Unidas) que investigue as “agressões” dos EUA contra o país persa. Enviou uma carta ao secretário-geral das nações Unidas, António Guterres.
Araghchi escreveu, no documento, que os ataques aéreos dos Estados Unidos e do regime israelense são uma clara violação da carta da ONU e um “exemplo claro de agressão armada contra a República Islâmica do Irã”.
O ministro disse ainda que o Irã utilizará todos os recursos e meios de defesa necessários para confrontar os ataques. “O Irã continuará a exercer este direito inerente com firmeza até que a agressão seja completa e inequivocamente interrompida”, disse.
O Irã realizou neste sábado (28.fev.2026) ataques em forma de retaliação à ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã. Realizou uma série de bombardeios a bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. O país persa lançou mísseis contra instalações norte-americanas localizadas em ao menos 4 países: Bahrein, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
O Irã também lançou uma série de mísseis contra solo israelense. Israel está em alerta máximo e as forças armadas do país tentam interceptar os mísseis iranianos. Ainda não há informações sobre mortos em nenhum dos ataques –no Irã, em Israel ou nas bases norte-americanas. Como mostrou o Poder360, os EUA têm 36 instalações militares no Oriente Médio.
Os EUA realizaram ataques na capital iraniana, Teerã, neste sábado (28.fev). A Casa Branca e as IDF (Forças Armadas de Israel) confirmaram os ataques.





