A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou neste sábado (28.fev.2026) que o senador Flavio Bolsonaro (PL-SP) segue pregando subserviência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). A declaração foi uma resposta à crítica do pré-candidato à Presidência sobre a nota do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
Em publicação no seu perfil no X, Gleisi disse que o senador não aprendeu nada com o repúdio nacional à traição de sua família ao Brasil.
“[Flávio] Segue pregando subserviência a Trump, mesmo quando ele viola leis internacionais e faz um ataque que ameaça a paz no mundo”, afirmou. De acordo com a ministra, as palavras “soberania, multilateralismo e paz” não existem no vocabulário do senador. Veja a publicação da petista.

Mais cedo, o senador, que é pré-candidato à Presidência da República em 2026, havia classificado como “inaceitável” a nota oficial do Ministério das Relações Exteriores sobre os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã. Trump confirmou a morte do líder Supremo do país persa, Ali Khamanei, no fim da tarde deste sábado.
Flávio afirmou que o governo Lula escolheu apoiar um regime que reprime sua população, em especial, as mulheres, e se colocou no lado errado de um conflito grave. O senador também publicou uma foto de julho de 2024 que mostra o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sentado próximo ao líder do Hamas, Ismail Haniyeh, durante a posse do presidente iraniano Masoud Pezeshkian.
No início da manhã, o governo Lula expressou “grave preocupação” com os bombardeios norte-americanos e israelenses em território iraniano. No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que os ataques ocorreram em meio a processos de negociação e apelou para que as partes exerçam “máxima contenção” e respeitem o Direito Internacional.
Para Flávio, a neutralidade do Brasil no caso é sinônimo de “complacência” com uma ditadura que promove o terror. Já Gleisi Hoffmann sustenta que a postura do senador ignora os princípios de paz e soberania em favor de um alinhamento com os interesses de Donald Trump.





