O embaixador dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Michael Waltz, disse neste sábado (28.fev.2026) que o Irã insistiu em “ambições nucleares” apesar das oportunidades diplomáticas e negociações com os norte-americanos. Declarou que o país defendeu seu povo diante do perigo grave e crescente com as armas nucleares.
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu depois de ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel na capital iraniana, Teerã. A informação foi publicada pelo presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), mas não foi confirmada ainda pelo governo iraniano. Waltz declarou que o país tentou o caminho da diplomacia, mas não houve sucesso sem a “vontade genuína de cessar a agressão”.
Antes de Waltz, o secretário-geral da ONU (Organizações da Nações Unidas), António Guterres, havia pedido às autoridades dos Estados Unidos, de Israel e do Irã o fim dos ataques no Oriente Médio. O secretário abriu uma reunião extraordinária do colegiado neste sábado depois da escalada das tensões na região.
Waltz declarou que Irã dá apoio maciço a grupos violentos e organizações terroristas declaradas. Citou os Houthis, o Hezbollah e o Hamas. O embaixador disse que o país persa derramou sangue e provocou desordem no Oriente Médio “por tempo demais”.
Ele defendeu que centenas de fuzileiros navais dos EUA morreram no Líbano e milhares de soldados perderam a vida no Iraque. Segundo ele, norte-americanos sofreram com navios alvejados dezenas de vezes no Mar Vermelho.
“Nossos homens e mulheres pagaram pelas ações deste regime e da Guarda Revolucionária Islâmica com suas vidas. Nenhuma nação responsável pode ignorar a agressão e a violência persistentes. O regime em Teerã liderou ataques que custaram vidas americanas”, disse.
Waltz voltou a dizer que o Irã não pode ter armas nucleares e que esse princípio não é uma questão política, mas de segurança global. Os Estados Unidos têm armamento nuclear.
“Vinte anos atrás, a partir de 2006, a Resolução 1696 exigiu que o Irã suspendesse todas as atividades relacionadas ao enriquecimento e reprocessamento de urânio, invocando o Capítulo 7 da Carta da ONU e adotando uma resolução juridicamente vinculativa”, disse.
“Além das ações da ONU, a diplomacia americana foi tentada repetidamente e de boa fé. O presidente Trump, o secretário Rubio e nossos enviados especiais Whitkoff e Kushner dedicaram-se incansavelmente à diplomacia. Mas a diplomacia não pode ter sucesso onde não há uma vontade genuína de cessar a agressão, onde não há um parceiro genuíno para a paz”, completou.
O embaixador declarou que Trump esteve à altura deste momento, que exige “clareza moral”. Afirmou que é dever do governo soberano a proteção do seu povo. Segundo ele, a operação norte-americana contra o Irã tem como objetivo específico desmantelar a capacidade de mísseis que ameaçam os aliados.
Os ataques contra o Irã também interrompem a “máquina” que arma as milícias que garantem a existência do regime iraniano.
“Como disse o Presidente Trump ontem à noite, durante décadas o regime iraniano desestabilizou deliberadamente o mundo. Matou forças e cidadãos americanos, ameaçou aliados regionais e pôs em risco a segurança da navegação internacional da qual o mundo depende”, declarou Waltz.
O embaixador dos EUA na ONU disse que o mundo observou durante anos o massacre em massa de civis e inocentes e tentará “dar lições hoje sobre direitos humanos e o Estado de Direito”. Afirmou que a presença do país no conselho da ONU “ridiculariza” o órgão.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou a morte de um número significativo de civis. Disse que, pelo menos, 85 pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas numa escola feminina na província de Moghan. Uma escola em Teerã teria sido atingida, causando duas mortes.
Guterres declarou que a ação militar está se expandindo rapidamente por toda a região, tornando a situação cada vez mais volátil e imprevisível. Fontes israelenses disseram que a retaliação do Irã provocou o ferimento de 89 pessoas. Houve também relatos de impactos indiretos da quebra de destroços no Líbano e na Síria. Os Emirados Árabes Unidos relataram a morte de um civil por destroços de um míssil interceptado.
O secretário também foi informado de ataques com drones e mísseis de ambos os lados no Iraque. O Irã teria fechado o Estreito de Ormuz, região marítima que transporta volume significante de barris de petróleo para o mundo. A informação foi divulgada por agências de notícias, mas não foi confirmada pelo governo iraniano.
“Eu condenei os ataques militares massivos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. E também condenei os ataques subsequentes do Irã, violando a soberania e a integridade territorial do Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos”, disse.





