• Terça-feira, 28 de abril de 2026

Justiça manda Renan Santos apagar vídeo que chama Safadão de 'ícone da corrupção'

O cantor ingressou com uma ação judicial contra o pré-candidato após ser acusado de "liderar" um esquema de exploração de prefeituras por meio de cachês de shows

A Justiça do Ceará determinou que o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência, Renan Santos (Missão), exclua das redes sociais um vídeo em que acusa o cantor Wesley Safadão de ser o "novo ícone da corrupção" no Brasil.

A decisão da 15ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza prevê multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.

No entendimento do juiz responsável pelo caso, Geraldo Magela Facundo Júnior, a publicação ultrapassa os limites da liberdade de expressão e configura uma "campanha de execração".

No ofício, o magistrado aponta ainda que a publicação do vídeo nas redes sociais "potencializa exponencialmente" o dano a Safadão, que é uma personalidade da mídia.

A Justiça deu prazo de 24 horas para que o vídeo específico, publicado em março deste ano, seja excluído.

Renan Santos também fica proibido de fazer novas publicações relacionadas ao processo que tenham viés ofensivo à honra e à imagem de Safadão.

Também na segunda-feira, no entanto, o pré-candidato e militante do MBL publicou outro vídeo em que afirma que o cantor teria ficado "pistola". "O Safadão e muitos outros artistas querem fazer você crer que é normal e natural inúmeras cidades que não têm capacidade de se sustentar, pobres para caramba, fazerem shows caríssimos com eles", disse.

Dois dias antes, Renan também teceu críticas ao DJ Alok pela realização de um show em Teresina, no Piauí. Na postagem, o militante relaciona o artista a Antônio Rueda e Ciro Nogueira, presidentes do União Brasil e do Progressistas, respectivamente.

Alok, por meio dos comentários, rebateu e disse que não conhece nenhum dos dois. Ele afirmou que abriu mão do cachê da apresentação para que o show "se tornasse viável". "Graças a Deus tenho uma carreira internacional sólida e muito bem-sucedida", escreveu o DJ.

Em março deste ano, também em um vídeo, Renan criticou o uso de dinheiro público, especialmente em municípios pobres, para a contratação de artistas.

Na postagem, ele chama o artista de "novo ícone da corrupção", acusando Safadão de liderar "um esquema bizarro" de exploração de prefeituras menores.

Em resposta, a defesa do cantor entrou com um processo por calúnia, difamação e injúria contra Renan Santos.

Para a Justiça do Ceará, “as declarações proferidas pelo requerido [Santos] não se apresentam, em análise preliminar, como mera opinião, crítica política ou juízo de valor, mas como afirmações categóricas de prática criminosa atribuída ao autor [Safadão], desprovidas, ao menos por ora, de qualquer substrato probatório, circunstância que evidencia, em tese, a ocorrência de ilícito”.

A Itatiaia tenta contato com a defesa de Renan Santos e aguarda retorno. O espaço segue aberto.

Por: ITATIAIA

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