O governo de Minas Gerais, que não havia informado, até então, o motivo para a exoneração do agora ex-secretário de Educação, Rossieli Soares, afirmou, em nota à imprensa divulgada na tarde desta terça-feira (28), que a demissão não foi de “comum acordo” e ocorreu devido a informações preliminares de investigações conduzidas contra o ex-chefe da pasta.
“A decisão de exoneração, tomada pelo governador Mateus Simões nos últimos dias e oficializada na segunda-feira (27/4), se deu em virtude de informações preliminares de investigação conduzida pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) e já encaminhadas às autoridades competentes para a tomada de providências”, pontua nota. O governo não explicita quais são as condutas apuradas contra Rossieli.
A mensagem acontece após uma nota, atribuída ao ex-secretário, ter sido divulgada à imprensa com a informação de que houve “comum acordo” no encaminhamento de sua demissão. O Palácio Tiradentes ainda informa que “um procedimento de investigação será aberto para apurar as responsabilidades pela nota que atribui posicionamentos ao Governo de Minas de forma indevida e sem autorização”.
Ex-ministro da Educação de Michel Temer (MDB), Rossieli assumiu a secretaria em agosto do ano passado, ocupando o cargo deixado por Igor Alvarenga. A definição da troca no secretariado ocorre em meio à discussão, na Assembleia, sobre o projeto que quer implementar escolas cívico-militares como política pública no estado.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), já havia feito trocas no alto escalão do governo desde que assumiu o Palácio Tiradentes no fim de março. Na semana passada, Luiz Cláudio Gomes, então secretário de Estado da Fazenda, foi demitido pelo pessedista. Assumiu Luciana Mundim, que era adjunta na pasta.





