• Sexta-feira, 27 de março de 2026

Israel lança nova onda de ataques antes de negociações de paz na ONU

Organização discute ataques à infraestrutura civil iraniana

Israel lançou nova onda de ataques contra o Irã na madrugada de hoje (27), antes de uma reunião planejada do Conselho de Segurança da ONU para discutir os bombardeios de infraestruturas civis iranianas. A ofensiva visou locais "no coração de Teerã", utilizados para produzir mísseis balísticos e outras armas, assim como lançadores de mísseis e locais de armazenamento no oeste do Irã, afirmaram os militares israelitas. Muita fumaça também foi vista sobre Beirute, embora Israel não tenha relatado de imediato ataques contra a capital libanesa. Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel, com os militares afirmando que trabalhavam para interceptar mísseis iranianos. O Irã continuou a disparar mísseis e drones contra os vizinhos árabes do Golfo, com sirenes alertando para ataques no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. O Kuwait afirmou que o Porto de Shuwaikh, na Cidade do Kuwait, sofreu "danos materiais" em um ataque, mas que ninguém ficou ferido. O Conselho de Segurança da ONU agendou consultas, a portas fechadas, sobre o Irã para hoje em Nova York, de acordo com dois diplomatas da ONU que pediram para não ser identificados pelo fato de a reunião não ser pública. As mesmas fontes acrescentaram que a Rússia solicitou a reunião sobre os ataques israelenses-americanos contra infraestruturas civis no Irã. Os Estados Unidos (EUA), que detêm a presidência do Conselho de Segurança, agendaram o encontro. Os EUA pressionaram o Irã a iniciar conversações tendo como base uma proposta de cessar-fogo de 15 pontos, mas, ao mesmo tempo ordenaram o envio de mais tropas para a região, o que se acredita serem preparações para uma tentativa militar de retirar o Estreito de Ormuz do controle apertado do Irã. O enviado do presidente norte-americano Donald Trump, Steve Witkoff, informou que Washington entregou a proposta para um possível cessar-fogo utilizando o Paquistão como intermediário. A lista inclui restrições ao programa nuclear do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã rejeitou a oferta dos EUA e apresentou sua própria proposta de cinco pontos, que inclui reparações e o reconhecimento da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz. Depois de Wall Street ter registrado o pior dia desde o início da guerra, as ações asiáticas tiveram quedas consideráveis hoje devido às crescentes dúvidas sobre as hipóteses de um conflito prolongado. Os preços do petróleo voltaram a subir. O Brent, o padrão internacional, fixou-se em US$ 107 por barril hoje de manhã, uma subida de mais de 45% desde que Israel e os EUA atacaram o Irã, em 28 de fevereiro, e iniciaram a guerra. O controle do Irão sobre a navegação por meio do Estreito de Ormuz causou crescentes preocupações de uma crise energética global e parece fazer parte de uma estratégia para forçar os EUA a recuar, perturbando a economia mundial. O bloco árabe do Golfo afirmou, nessa quinta-feira (26) que o Irã está agora cobrando portagens aos navios para garantir a passagem segura pela via navegável. À medida que os esforços diplomáticos prosseguem, um grupo de navios dos EUA aproximou-se da região com cerca de 2.500 fuzileiros navais. Pelo menos mil paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada --- treinados para aterrissar em território hostil a fim de garantir território estratégico e aeródromos --- receberam ordens de mobilização para a região. O secretário-geral do Conselho Norueguês para os Refugiados, Jan Egeland, afirmou que os trabalhadores da organização humanitária no Irã lhe comunicaram que "inúmeras casas, hospitais e escolas foram danificados ou destruídos" e que quase todos os bairros de Teerã sofreram danos.

"Os civis estão pagando o preço mais elevado por essa guerra --- ela tem de acabar", afirmou em comunicado.

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Por: Redação

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