A imprensa iraniana anunciou, nesta segunda-feira (11), a morte de Erfan Shakourzadeh, de 29 anos. O homem era estudante de pós-graduação da renomada Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã, localizada em Teerã. Erfan foi enforcado sob suspeita de espionagem e colaboração com a CIA e o Mossad, os serviços de inteligência dos Estados Unidos e de Israel. A execução do estudante foi confirmada pelo o site Mizan Online, o órgão de imprensa do Poder Judiciário do Irã.
Os grupos de direitos humanos Iran Human Rights (IHR) e Hengaw, sediados na Noruega, afirmaram que Erfan Shakourzadeh havia escrito uma mensagem antes de sua execução, rejeitando as acusações feitas contra ele e afirmando que as pistas eram fabricadas. Descrevendo-o como um "estudante de elite", a IHR afirmou que Erfan foi mantido "em confinamento solitário, submetido a tortura e forçado a dar falsas confissões".
Segundo o Hengaw, antes de ser morto, o homem foi "submetido a nove meses de severa tortura física e psicológica em confinamento solitário para extrair confissões forçadas" após sua prisão.
O estudante é a quinta pessoa a ser executada no Irã sob acusações de espionagem desde o início da guerra, no final de fevereiro. Desde então, as autoridades também executaram 13 homens acusados de envolvimento nos protestos de janeiro, mais um por manifestações de 2022 e 10 acusados de ligações com grupos de oposição proibidos.
A acusação é de que o estudante, que trabalhava com tecnologia de satélite, forneceu detalhes às agências de inteligência estrangeiras "sobre seu local de trabalho, nível de acesso, funções e outras informações sensíveis".
Segundo os grupos de direitos humanos, o Irã é o segundo país que mais executa pessoas no mundo, depois da China. No ano passado, o país enforcou pelo menos 1.639 pessoas, de acordo com dados da IHR, que já registrou pelo menos 190 execuções em 2026.
*Com informações da AFP





