Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, vão se reunir nesta semana em uma viagem do norte-americano a Pequim. O encontro entre os líderes deve ser pautado por temas como a guerra no Irã, armas nucleares, comércio entre os países e inteligência artificial.
Será a primeira conversa presencial em mais de seis meses. Está previsto para Donald Trump chegar a Pequim nesta quarta (13) antes do encontro com Xi, programado para quinta (14) e sexta-feira (15).
É a primeira viagem do republicano à China desde 2017. A visita estava prevista para o mês de março, mas foi adiada pelo início da guerra entre os EUA, Israel e Irã.
Durante a viagem, os líderes devem entrar em um acordo para facilitar o comércio e o investimento nos países. É esperado que a China anuncie compas relacionadas a aviões da Boeing, agricultura e energia norte-americana.
Autoridades dos países ainda têm a expectativa de que os planos para um Conselho de Comércio e um Conselho de Investimento possam ser formalmente anunciados.
Trump e Xi também vão discutir a possibilidade de prorrogar a trégua comercial de um ano, que os líderes acordaram em outubro do ano passado, embora as tensões continuem elevadas devido às tarifas generalizadas impostas pelo republicano.
Um alto funcionário do governo norte-americano divulgou que Donald Trump deve pressionar o líder chinês a respeito do Irã. Sob anonimato, ele apontou que Trump já abordou Xi em "mútiplas ocasiões", como a questão das receitas que a China gera para o Irã e para a Rússia por meio do petróleo, além da venda de bens de dupla utilização (militar e civil).
O presidente dos EUA chegará a Pequim na noite de quarta (13), informou à imprensa a subsecretária de comunicação do governo norte-americano, Anna Kelly.
Uma cerimônia de boas-vindas está programada para a manhã de quinta (14), além de uma reunião com Xi Jinping, seguidas de uma visita ao Templo do Céu e, durante a noite, um banquete de Estado.
Na sexta (15), os líderes vão se encontrar em mais uma reunião e em um almoço antes de Trump retornar a Washington.





