O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve pressionar o líder chinês Xi Jinping, a respeito do Irã, quando for visitá-lo em Pequim nesta semana. A informação foi divulgada por um alto funcionário do governo norte-americano nesse domingo (10), enquanto o republicano busca um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
"Eu esperaria que o presidente exercesse pressão", disse o funcionário em uma chamada com jornalistas, sob condição de anonimato, acrescentando que Trump já pressionou o líder chinês em ligações anteriores.
A viagem de Donald Trump a Pequim será entre quarta (13) e sexta-feira (15). O comércio, as tarifas e a inteligência artificial também estarão na agenda da visita.
O funcionário apontou que Trump abordou com Xi, em "múltiplas ocasiões", a questão das receitas que a China gera para o Irã e a Rússia por meio da venda de petróleo, bem como a venda de bens de dupla utilização (militar e civil). "Espero que essa conversa continue", acrescentou.
É também provável que seja discutido o tema das recentes sanções impostas pelos Estados Unidos à China em relação à guerra no Irã, segundo a fonte.
Trump chegará a Pequim na noite desta quarta‑feira (13), informou à imprensa a subsecretária de comunicação Anna Kelly, concretizando finalmente uma viagem prevista originalmente para março e adiada pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Na quinta‑feira (14) de manhã serão realizadas, em Pequim, uma cerimônia de boas‑vindas e uma reunião bilateral com Xi, seguidas de uma visita ao Templo do Céu, nessa mesma tarde, e de um banquete de Estado à noite, detalhou Kelly.
Posteriormente, na sexta‑feira (16), Trump e Xi manterão uma reunião bilateral com chá e um almoço de trabalho antes de o líder americano retornar a Washington.
Kelly afirmou que a visita de Trump se centrará em "reequilibrar a relação com a China e dar prioridade à reciprocidade e à equidade para restaurar a independência econômica americana".
Os Estados Unidos e a China estudarão a possibilidade de prorrogar a trégua comercial de um ano que os dois líderes acordaram em outubro do ano passado, embora as tensões continuem elevadas devido às tarifas generalizadas impostas por Trump.





