Pesquisa da UFSCar registra resistência inédita ao glifosato em plantas invasorasIncêndio começou em área ligada ao secador de grãos De acordo com informações das equipes de emergência, o foco do incêndio atingiu um silo do tipo “pulmão” — estrutura utilizada como etapa intermediária no processo de secagem — e também o sistema do secador de grãos conectado à unidade. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Quando os bombeiros chegaram ao local, parte do material armazenado já havia sido retirada pela equipe da empresa. Ainda assim, resíduos incandescentes permaneciam no interior da estrutura, liberando calor intenso e mantendo o risco de reignição. Durante a avaliação da área, os militares observaram que chapas metálicas do secador apresentavam deformações causadas pela alta temperatura, um indicativo da intensidade do calor gerado pelo incêndio. Para controlar as chamas e evitar novos focos, foi necessário realizar uma operação de combate e rescaldo com grande volume de água. No total, cerca de 30 mil litros foram utilizados do sistema de hidrantes da unidade, além de aproximadamente 4,5 mil litros fornecidos pela viatura do Corpo de Bombeiros. A ação contou também com o apoio de oito brigadistas da empresa. Após horas de trabalho, o incêndio foi totalmente controlado. Por que silos são ambientes tão vulneráveis Especialistas explicam que a estrutura de silos e sistemas de secagem reúne condições ideais para a ocorrência de incêndios e explosões. Segundo técnicos da área de segurança industrial, o risco está na chamada “tríade da explosão”:
Incêndio em silo de soja acende alerta no agro, veja por que essas estruturas são tão vulneráveis
Ocorrência registrada em Minas Gerais expõe riscos presentes nas unidades de armazenagem de grãos e reforça a importância de tecnologia, manutenção e protocolos rigorosos de segurança no campo
Ocorrência registrada em Minas Gerais expõe riscos presentes nas unidades de armazenagem de grãos e reforça a importância de tecnologia, manutenção e protocolos rigorosos de segurança no campo Um incêndio registrado em uma unidade de armazenagem de grãos no interior de Minas Gerais voltou a chamar a atenção para os riscos existentes em silos e estruturas de secagem de grãos, ambientes considerados altamente sensíveis a incêndios e até explosões. O episódio ocorreu no município de Arcos e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar, além de brigadistas da própria empresa responsável pela instalação. Embora o fogo tenha sido controlado sem vítimas, o incidente evidencia um problema recorrente no agronegócio: as unidades de armazenamento de grãos reúnem características que favorecem a ocorrência de combustão e explosões, exigindo controle técnico rigoroso e sistemas de prevenção eficientes. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
poeira orgânica fina presença de oxigênio no ar uma fonte de ignição Quando grãos como soja, milho, trigo ou arroz são movimentados, partículas microscópicas se desprendem e formam poeira orgânica altamente inflamável. Se essa poeira ficar suspensa no ar dentro de ambientes confinados, uma simples faísca pode desencadear um evento explosivo. Especialistas apontam que superfícies superaquecidas, falhas elétricas ou até atrito entre equipamentos podem iniciar o processo de combustão. Equipamentos de transporte também elevam o risco Além do interior dos silos, os sistemas de transporte de grãos representam outro ponto crítico.
Equipamentos como: correias transportadoras elevadores de grãos motores e mancais podem gerar calor por desalinhamento, excesso de carga ou falta de manutenção preventiva. Esse aquecimento pode funcionar como uma fonte de ignição, especialmente em períodos de safra, quando as estruturas operam em regime intenso e contínuo. Safra aumenta a probabilidade de acidentes Durante a colheita e o processamento de grandes volumes de grãos, o risco de incidentes cresce significativamente.
Entre os fatores que aumentam a vulnerabilidade estão: maior geração de poeira orgânica equipamentos operando por longos períodos sobrecarga de motores e sistemas de secagem acúmulo de resíduos nas estruturas Camadas de poeira depositadas em máquinas e estruturas podem facilmente se dispersar e formar nuvens inflamáveis, ampliando o risco de explosões.
Tecnologia e monitoramento são fundamentais A prevenção depende cada vez mais da adoção de tecnologias capazes de detectar problemas antes que eles se tornem críticos. Entre as soluções utilizadas no setor estão: sensores de temperatura em mancais sistemas de monitoramento de desalinhamento de correias câmeras de visão térmica sensores de vibração em motores Essas tecnologias permitem identificar superaquecimentos e falhas mecânicas em estágio inicial, evitando que evoluam para incêndios. Normas técnicas exigem certificação em ambientes explosivos No Brasil, instalações com risco de explosão devem seguir normas específicas voltadas para atmosferas potencialmente explosivas. Entre elas está a série ABNT NBR IEC 60079, especialmente a norma 60079-10-2, que trata da classificação dessas áreas. Equipamentos instalados nesses ambientes precisam ter certificação adequada do Inmetro, garantindo que sejam projetados para operar com segurança mesmo em condições críticas. Segurança depende também de treinamento Outro fator essencial para evitar acidentes é a capacitação dos trabalhadores. Especialistas em segurança do trabalho destacam que atividades em silos exigem uso rigoroso de equipamentos de proteção individual (EPIs), incluindo: capacete com jugular óculos de proteção protetores auriculares luvas e botas antiderrapantes respiradores PFF2 ou PFF3 Já em espaços confinados, como o interior de silos, são necessários equipamentos adicionais, como: cinto tipo paraquedista sistemas de ancoragem detectores de gases respiradores autônomos tripés com guincho para resgate Entre os principais riscos presentes nesses ambientes estão engolfamento por grãos, atmosferas com baixo oxigênio, explosões de poeira e quedas em altura. O maior desafio ainda é cultural Apesar das tecnologias disponíveis e das normas existentes, especialistas afirmam que o maior obstáculo ainda é a cultura de segurança. Em muitos casos, trabalhadores deixam de utilizar equipamentos de proteção por desconforto ou por subestimarem os riscos. Para enfrentar esse problema, instituições como o Senar têm ampliado programas de capacitação, com treinamentos práticos e simulações de acidentes, buscando fortalecer a prevenção nas propriedades rurais e nas unidades de armazenagem. O incêndio ocorrido em Minas Gerais serve como alerta para todo o setor: à medida que o agronegócio brasileiro amplia sua produção e capacidade de armazenamento, investir em segurança operacional se torna tão importante quanto produzir mais grãos. VEJA MAIS: Por que o gado quase sempre pasta virado para o Norte ou para o Sul? Produtores já paralisam colheita por falta de diesel e setor alerta para risco de perder grãos ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
Por: Redação





