• Sexta-feira, 13 de março de 2026

Exportações de carne bovina brasileira batem recorde histórico com 235,9 mil toneladas

Com embarques recordes em fevereiro de 2026, exportações de carne bovina brasielira segue como principal motor dos preços da arroba, enquanto tensões geopolíticas começam a gerar cautela entre exportadores

Com embarques recordes em fevereiro de 2026, exportações de carne bovina brasileira segue como principal motor dos preços da arroba, enquanto tensões geopolíticas começam a gerar cautela entre exportadores As exportações de carne bovina brasileira voltaram a demonstrar sua força no mercado global e registraram o melhor desempenho já observado para um mês de fevereiro na história, reforçando o papel decisivo das vendas externas na sustentação dos preços do boi gordo no Brasil. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostram que o ritmo de embarques segue forte no início de 2026, mantendo a competitividade da proteína brasileira no cenário internacional. Em fevereiro, foram exportadas 235,889 mil toneladas de carne bovina in natura em apenas 18 dias úteis, um volume expressivo que representa crescimento de 23,9% em relação ao mesmo período de fevereiro de 2025. O resultado confirma a tendência de expansão das vendas externas observada nos últimos anos e evidencia o apetite do mercado internacional pela carne produzida no Brasil.
  • Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
  • Além do volume total embarcado, outro indicador chama atenção: a média diária de exportação alcançou 13,105 mil toneladas, desempenho 37,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Esse avanço reforça o papel estratégico das exportações para o setor pecuário, especialmente em momentos de maior cautela no mercado doméstico. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});China segue como principal destino da carne brasileira No ranking dos compradores, a China permanece com folga como o principal destino da carne bovina brasileira, concentrando quase metade de todo o volume exportado pelo país. A forte demanda chinesa continua sendo um dos pilares da cadeia pecuária nacional, ajudando a manter elevado o fluxo de embarques e garantindo liquidez para frigoríficos exportadores. Na sequência aparece os Estados Unidos, que vêm ampliando sua participação nas compras de carne brasileira e consolidando-se como o segundo maior destino do produto. A demanda norte-americana tem sido impulsionada por fatores como redução do rebanho local, aumento do consumo interno e necessidade de complementar a oferta doméstica. Essa combinação de mercados fortes tem garantido uma base sólida para o desempenho das exportações brasileiras, contribuindo diretamente para o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno. Exportações de carne bovina brasileira ajudam a sustentar os preços da arroba De acordo com pesquisadores do Cepea, as exportações continuam sendo o principal fator de sustentação dos preços da arroba do boi gordo no Brasil. Com grande parte da produção direcionada ao mercado externo, os frigoríficos mantêm um ritmo constante de compras de animais terminados, evitando pressões mais intensas de baixa nas cotações. A demanda internacional robusta tem sido essencial especialmente em momentos de maior cautela no consumo interno, garantindo um escoamento consistente da produção e ajudando a manter o equilíbrio da cadeia pecuária. Conflito no Oriente Médio gera incertezas logísticas Apesar do cenário positivo nas exportações, o atual conflito no Oriente Médio passou a gerar especulações e preocupações entre agentes do mercado brasileiro. Embora a região não represente um destino relevante para a carne bovina brasileira, as tensões geopolíticas podem provocar impactos indiretos no comércio internacional. Segundo o Cepea, o fechamento de canais estratégicos de transporte marítimo e o aumento nos custos de frete e seguros logísticos já começam a chamar atenção dos exportadores. Esses fatores podem elevar o custo das operações internacionais e reduzir margens em determinadas negociações. Diante desse cenário, compradores têm adotado uma postura mais cautelosa, avaliando estratégias comerciais e aguardando maior clareza sobre os desdobramentos do conflito. Por outro lado, vendedores mostram resistência em aceitar os preços ofertados, preferindo aguardar melhores condições de negociação. Ritmo de negócios segue lento no mercado interno Essa divergência entre compradores e vendedores tem provocado um ritmo mais lento nas negociações domésticas, especialmente no mercado físico do boi gordo. Enquanto frigoríficos tentam manter margens em meio às incertezas logísticas globais, pecuaristas continuam atentos às oportunidades de venda, apostando na força das exportações para sustentar as cotações. Mesmo com o ambiente de cautela, o desempenho das vendas externas indica que o Brasil segue consolidado como um dos principais fornecedores de carne bovina do mundo, mantendo competitividade e ampliando sua presença nos principais mercados consumidores. Com recordes sendo renovados ano após ano, as exportações continuam desempenhando papel central no equilíbrio da pecuária brasileira, reforçando a importância do comércio internacional para a formação dos preços e para a rentabilidade da cadeia da carne bovina.
    Por: Redação

    Artigos Relacionados: