• Segunda-feira, 23 de março de 2026

Fim dos antibióticos? Conheça a nova solução para combater a mastite na pecuária

Pesquisa da Ufes utiliza óleos essenciais para oferecer alternativa sustentável aos antibióticos, reduzindo resíduos no leite e combatendo a resistência antimicrobiana no campo

Pesquisa da Ufes utiliza óleos essenciais para oferecer alternativa sustentável aos antibióticos, reduzindo resíduos no leite e combatendo a resistência antimicrobiana no campo A ciência brasileira acaba de dar um passo decisivo para solucionar um dos maiores gargalos da pecuária leiteira. Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) desenvolveram um tratamento para mastite bovina fundamentado em óleos essenciais, capaz de reduzir drasticamente a dependência de antibióticos e os riscos de resíduos químicos na produção. O projeto, que une sustentabilidade e alta tecnologia, promete transformar o manejo sanitário nas propriedades rurais.
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    Ciência brasileira inova no tratamento para mastite bovinaO estudo, capitaneado pelos programas de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas e Veterinárias da Ufes, resultou em uma formulação que utiliza a biodiversidade a favor do produtor. A tecnologia combina óleos essenciais de orégano e tomilho a uma emulsão de poloxâmero, composto que garante a estabilidade e a eficácia da aplicação. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Diferente dos métodos convencionais, essa alternativa atua diretamente no combate a patógenos sem os efeitos colaterais do uso excessivo de fármacos sintéticos. Ao adotar este tratamento para mastite bovina, o setor agropecuário responde a um desafio global urgente: a resistência aos antimicrobianos, considerada uma das maiores ameaças à saúde pública mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O impacto econômico e o conceito de Saúde Única A mastite bovina é, historicamente, a doença que mais onera a cadeia do leite. Causada por microrganismos como o Staphylococcus aureus, a infecção compromete a glândula mamária, derruba a produtividade e afeta a qualidade nutricional do alimento. Além do prejuízo direto, o tratamento tradicional muitas vezes exige o descarte obrigatório do leite devido à presença de resíduos de antibióticos, pesando no bolso do produtor. Nesse cenário, a inovação da Ufes se destaca por abraçar o conceito de Saúde Única. Essa visão entende que a saúde animal, humana e ambiental estão intrinsecamente ligadas. O uso de bioinsumos no campo garante um produto final mais seguro para o consumidor, um ambiente livre de contaminantes químicos e animais mais saudáveis e produtivos. Do laboratório ao mercado: reconhecimento e inovação A relevância da pesquisa já ultrapassou os muros da universidade. A formulação conquistou o primeiro lugar em um prêmio nacional de inovação voltado às Ciências Farmacêuticas, evidenciando o potencial estratégico de utilizar a biodiversidade brasileira como base tecnológica. Com o apoio de instituições de fomento, o projeto evoluiu para a criação de uma startup, focada em transformar esse conhecimento em soluções comerciais aplicáveis. O objetivo é levar ao campo uma ferramenta prática e segura, que fortaleça a competitividade do agronegócio e consolide o uso de tecnologias sustentáveis na pecuária de leite moderna. VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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