Pesquisa transforma restos de frutas em matéria-prima para cosméticos e embalagens sustentáveis
Tecnologia inédita desenvolvida no Brasil aproveita resíduos agroindustriais e avança na economia circular com menor impacto ambiental.
Tecnologia inédita desenvolvida no Brasil aproveita resíduos agroindustriais e avança na economia circular com menor impacto ambiental. Uma pesquisa inédita desenvolvida no Brasil está abrindo caminho para transformar restos de frutas em matéria-prima para diferentes setores industriais, como cosméticos, embalagens e até produtos farmacêuticos. A tecnologia, já validada em laboratório, representa um avanço importante no aproveitamento de resíduos e no fortalecimento da economia circular. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e propõe um novo método para produzir carboximetil holocelulose (CMHC), um derivado da celulose obtido a partir de resíduos de frutas como abacaxi e manga. O material surge como alternativa mais sustentável à carboximetilcelulose (CMC), amplamente utilizada na indústria como espessante e estabilizante. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Falta de gado e guerra podem apertar lucros dos frigoríficos em 2026, alerta Minerva O diferencial do processo está no aproveitamento conjunto da celulose e da hemicelulose — componentes presentes na biomassa vegetal que normalmente são descartados. Essa abordagem aumenta o rendimento da produção e reduz custos, além de valorizar um material que antes era considerado resíduo. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Outro ponto de destaque é a eficiência do método. A produção da CMHC ocorre com menor consumo de reagentes químicos e energia, além de gerar menos efluentes, o que reduz significativamente o impacto ambiental do processo. As possibilidades de aplicação são amplas. Na indústria de cosméticos e higiene pessoal, o material pode ser utilizado na formulação de cremes, xampus e outros produtos. Já no setor de embalagens, há potencial para a produção de materiais biodegradáveis, alinhados à crescente demanda por soluções sustentáveis. Além disso, a substância pode ser empregada na indústria alimentícia, atuando como espessante em produtos como sorvetes e bebidas, e também no setor farmacêutico, contribuindo para a estabilidade de medicamentos e formulações como colírios. Há ainda перспективas de uso em processos industriais, como na área de petróleo. A proposta se insere em um movimento global de reaproveitamento de resíduos, especialmente no setor de cosméticos, onde cresce o uso de subprodutos de alimentos como matéria-prima. Esse modelo reduz desperdícios e atende a uma demanda crescente por produtos mais sustentáveis. Atualmente, a tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento avançado, com resultados consolidados em escala laboratorial. O próximo passo é ampliar as aplicações e viabilizar a produção em escala industrial.
Ao transformar resíduos agroindustriais em insumos de alto valor agregado, a pesquisa reforça o potencial da ciência brasileira em desenvolver soluções inovadoras, capazes de unir produtividade, sustentabilidade e geração de novas oportunidades econômicas. VEJA TAMBÉM: Cotações do milho seguem firmes no Brasil e nos EUA Após 20 anos de pesquisa, banana ‘Ambrosia’ chega ao mercado com alta resistência Começa hoje: Show Safra movimenta o agronegócio em Lucas do Rio Verde (MT) ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Por: Redação





