• Segunda-feira, 23 de março de 2026

Gigante do etanol chega ao Piauí com investimento de R$ 1,18 bilhão e promessa de 2 mil empregos

Com investimento de R$ 1,18 bilhão, empreendimento em Uruçuí aposta no etanol de milho e sorgo, amplia a agroindustrialização e fortalece a economia regional; projeto liderado pela BrasBio Bioenergia em parceria com o Grupo Progresso

Com investimento de R$ 1,18 bilhão, empreendimento em Uruçuí aposta no etanol de milho e sorgo, amplia a agroindustrialização e fortalece a economia regional; projeto liderado pela BrasBio Bioenergia em parceria com o Grupo Progresso A instalação de uma nova usina de etanol no Nordeste brasileiro promete transformar o cenário econômico e produtivo do sul do Piauí. Com previsão de entrada em operação até 2026, o empreendimento será implantado no município de Uruçuí e já é considerado um dos maiores investimentos industriais recentes da região, tanto pelo volume financeiro quanto pelo impacto direto na geração de empregos e na cadeia do agronegócio. O investimento bilionário por trás do empreendimento é liderado pela BrasBio Bioenergia, empresa responsável pela implantação da usina, em parceria com o Grupo Progresso, um dos grandes produtores de grãos do Matopiba e principal articulador do projeto. A iniciativa também conta com apoio financeiro do Banco do Nordeste, reforçando o interesse estratégico no avanço da bioenergia na região.
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    Na prática, o movimento marca a entrada direta do Grupo Progresso na industrialização do milho, agregando valor à produção agrícola e conectando o campo à geração de energia e insumos para a pecuária. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});De acordo com informações do projeto, o investimento total chega a R$ 1,18 bilhão, posicionando a unidade como a primeira usina do estado voltada à produção de etanol a partir de milho e sorgo — um marco importante no avanço da agroindustrialização local. Capacidade produtiva e impacto na cadeia do agro Na primeira fase de operação, a usina terá capacidade para processar cerca de 1,5 mil toneladas de milho por dia, com uma produção estimada de aproximadamente 620 mil litros diários de etanol. Além do biocombustível, o projeto também prevê a geração de importantes subprodutos industriais e agropecuários, reforçando a integração entre energia e proteína animal:
  • 420 toneladas de DDGS e WDG, utilizados na nutrição animal
  • 24 toneladas de óleo de milho, com aplicações industriais e alimentícias
  • Esse modelo de produção reforça a tendência de usinas cada vez mais integradas, em que o etanol deixa de ser o único produto e passa a dividir protagonismo com insumos estratégicos para a pecuária intensiva. Geração de empregos e desenvolvimento regional O impacto social do empreendimento também é significativo. Durante a fase de construção, a expectativa é de criação de cerca de 2 mil empregos, movimentando diversos setores da economia local. Já na fase operacional, a usina deverá manter aproximadamente 180 empregos diretos permanentes. Além disso, a projeção de faturamento anual gira em torno de R$ 1,1 bilhão, o que deve ampliar a arrecadação e estimular novos investimentos na região. Uruçuí se consolida como polo de crescimento no agro Com pouco mais de 25 mil habitantes, Uruçuí vem se destacando como um dos municípios de maior crescimento econômico no Brasil nas últimas décadas. Dados apontam que a cidade acumulou uma expansão entre 27% e 28% desde o início do século, consolidando-se como um importante polo de desenvolvimento no Matopiba — região estratégica para a produção de grãos. Localizada às margens do rio Parnaíba, na divisa entre Piauí e Maranhão, a cidade reúne condições favoráveis para a expansão agrícola, como disponibilidade de terras, clima propício e logística em evolução. Novo capítulo para o etanol de milho no Nordeste A chegada da usina marca também um avanço estratégico para o setor de biocombustíveis no Nordeste. Tradicionalmente concentrada na cana-de-açúcar, a produção regional passa a incorporar o etanol de milho, modelo já consolidado no Centro-Oeste e que vem ganhando espaço no Brasil. Esse movimento sinaliza uma mudança estrutural no perfil energético e produtivo da região, com potencial para:
  • Agregar valor à produção de grãos locais
  • Reduzir custos logísticos com transporte de milho
  • Estimular a pecuária intensiva com oferta de coprodutos
  • Diversificar a matriz de biocombustíveis no país
  • Na prática, trata-se de um projeto que vai além da indústria, impactando diretamente o campo, a geração de renda e o posicionamento do Nordeste no mapa nacional do etanol. Com a obra prevista para conclusão em 2026, o empreendimento reforça uma tendência clara: o avanço da agroindústria sobre novas fronteiras agrícolas, consolidando regiões como o sul do Piauí como protagonistas do novo ciclo de crescimento do agronegócio brasileiro.
    Por: Redação

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