Etanol de milho alcança investimentos que somam mais de R$ 40 bilhões
Expansão histórica coloca o Brasil como potência global no biocombustível feito a partir do cereal; pelo menos 16 novas usinas para etanol de milho devem entrar em operação até 2026, consolidando um novo ciclo de crescimento energético.
Expansão histórica coloca o Brasil como potência global no biocombustível feito a partir do cereal; pelo menos 16 novas usinas para etanol de milho devem entrar em operação até 2026, consolidando um novo ciclo de crescimento energético. O etanol de milho vive um momento sem precedentes no Brasil. Nos últimos cinco anos, o setor recebeu mais de R$ 40 bilhões em investimentos, destinados à construção de novas usinas, ampliações de plantas já existentes e projetos de infraestrutura. Esse volume expressivo de recursos está transformando a matriz energética nacional, ao ponto de o etanol de milho já responder por cerca de 25% de todo o etanol produzido no país, com expectativa de ultrapassar a marca dos 10 bilhões de litros anuais já em 2025, segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem). A expansão acelerada é explicada por uma combinação de fatores: abundância de milho no Brasil, preços competitivos, demanda crescente por biocombustíveis e políticas públicas que ampliaram a mistura obrigatória de etanol à gasolina. A perspectiva é que o cereal deixe definitivamente de ser tratado como simples “safrinha” para se consolidar como um ativo estratégico de energia, alimento e exportação.
FS Bioenergia: pioneira retoma expansão bilionária A FS Bioenergia, responsável pela primeira usina 100% milho do Brasil, lidera a inovação desde 2017. Atualmente opera três unidades em Mato Grosso (Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste), que juntas somam 2,3 bilhões de litros/ano. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Em 2025, a companhia confirmou um novo investimento de R$ 2 bilhões para erguer sua quarta usina, em Campo Novo do Parecis (MT). A planta terá capacidade de 540 milhões de litros anuais, além da produção de DDG e energia elétrica. A obra deve ser concluída em 2026, elevando a capacidade da FS para quase 3 bilhões de litros anuais. Inpasa: gigante multibilionária em expansão nacional A Inpasa, de origem paraguaia, já é a maior produtora de etanol de milho do Brasil. Hoje possui três plantas em operação (Sinop e Nova Mutum, no MT, e Dourados, no MS) e está finalizando duas em Sidrolândia (MS) e Balsas (MA). O grande destaque é a usina de Balsas (MA), inaugurada em agosto de 2025, com investimento de R$ 2,5 bilhões e capacidade para 925 milhões de litros anuais. A empresa também anunciou:
Luís Eduardo Magalhães (BA): R$ 1,2 bilhão em investimentos, capacidade de 460 milhões de litros/ano.
Rio Verde (GO): R$ 2,5 bilhões, projeto para ser uma das maiores plantas do país.
Somados, os aportes colocam a Inpasa com projeção de atingir 5 bilhões de litros anuais de etanol nos próximos anos. CerradinhoBio e São Martinho: do açúcar ao milho Grupos tradicionais do setor sucroenergético também aderiram ao etanol de milho. A CerradinhoBio, por meio da Neomille, inaugurou em 2024 sua usina em Maracaju (MS), após investir R$ 1,08 bilhão. A planta produz 266 milhões de litros/ano.
Já a São Martinho investiu cerca de R$ 350 milhões em sua primeira destilaria de milho, anexa à Usina Boa Vista (GO), com capacidade estimada de 210 milhões de litros anuais.
Novos entrantes: Paraná, MT e Amazônia O movimento atraiu novos investidores. Entre os mais recentes:
Grupo Potencial (PR): anunciou R$ 2 bilhões para construir uma usina de etanol de milho em Lapa (PR), no maior complexo de biocombustíveis do mundo.
3Tentos (MT): investe R$ 1,2 bilhão em uma usina em Porto Alegre do Norte (MT), com inauguração prevista para 2026.
Millenium BioEnergia (AM): projeta sete usinas no Norte/Nordeste, com custo de R$ 4,4 bilhões, sendo a primeira em construção no Amazonas.
Projetos cooperativos também se destacam, como a Etamil Bioenergia (Campo Novo do Parecis/MT) e a Alcooád (Tangará da Serra/MT), com investimentos regionais relevantes. Resumo dos principais investimentos no etanol de milho
Empresa/Grupo
Localização
Capacidade (L/ano)
Investimento (R$)
Status
FS Bioenergia
Campo Novo do Parecis (MT)
540 milhões
2 bi
Em obra (2025–26)
FS Bioenergia
3 usinas MT
2,3 bi
~5 bi
Operando
Inpasa
Balsas (MA)
925 milhões
2,5 bi
Inaugurada 2025
Inpasa
Rio Verde (GO)
– (estimado ~900 mi)
2,5 bi
Anunciada 2025
Inpasa
L. E. Magalhães (BA)
460 milhões
1,2 bi
Anunciada 2024
CerradinhoBio (Neomille)
Maracaju (MS)
266 milhões
1,08 bi
Inaugurada 2024
São Martinho
Quirinópolis (GO)
210 milhões
350 mi
Inaugurada 2023
Grupo Potencial
Lapa (PR)
~500+ milhões (estimado)
2 bi
Anunciada 2025
3Tentos
Porto Alegre do Norte (MT)
–
1,2 bi
Em construção
Millenium BioEnergia
1ª usina – Amazonas
200 milhões (cada)
640 mi (cada)
Em construção
Investimento no etanol de milho. Elaborada pelo autor.Perspectivas para o etanol de milho O conjunto de projetos mostra que o etanol de milho deixou de ser coadjuvante e se tornou protagonista na transição energética. Além de combustível limpo, gera coprodutos de alto valor agregado, como DDG para ração e óleo de milho.
Com novos anúncios previstos até 2026, o Brasil deve se consolidar como segunda maior potência mundial do etanol de milho, atrás apenas dos Estados Unidos, e ampliar sua liderança na bioenergia.
Por: Redação
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