O Desenrola 2.0 foi oficialmente lançado na manhã da última segunda-feira (4) pelo Governo Federal. A proposta do programa é reduzir dívidas das famílias e reorganizar o sistema de concessão de crédito no país. Bancos que já confirmaram adesão ao Desenrola disseram ao g1 que estão realizando ajustes nos sistemas para colocar a iniciativa em prática. No entanto, as instituições ainda aguardam orientações para começar o processo de renegociação de dívidas.
Por causa disso, ainda não há uma data definida para o início das renegociações, afirmaram o Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, BTG Pactual e Banco Pan e o C6 Bank. Conforme o Governo Federal, o acesso ao Desenrola é feito por canais oficiais de cada instituição financeira.
A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e Nubank foram questionados pelo g1, mas não retornaram até a publicação da reportagem. Por estar realizando o balanço financeiro, o Banco Inter não pôde responder.
“O Itaú Unibanco trabalha na implementação do Novo Desenrola e, com a publicação da Medida Provisória, disponibilizará as ofertas de renegociação aos clientes elegíveis em todos os seus canais — Superapp, WhatsApp (11 4004 1144), site (itau.com.br/renegociacao) e parceiros credenciados de renegociação.
As condições de renegociação seguem os parâmetros estabelecidos pelo programa, sendo elegíveis pessoas físicas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas de até R$ 15 mil em atraso entre 90 dias e dois anos, contratadas até 31 de janeiro de 2026, nas modalidades de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com descontos que podem chegar a 90% do valor da dívida, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses.”
“O Santander considera positivas iniciativas que favoreçam a saúde financeira da população brasileira e informa que irá aderir ao Desenrola 2.0. O Banco está realizando os testes necessários para iniciar a oferta do serviço aos clientes o mais brevemente possível, dentro das condições definidas pelo Governo. A Instituição coloca seus canais à disposição dos clientes para atendimento e esclarecimento de eventuais dúvidas.”
“O Bradesco informa que vai aderir à nova fase do programa de renegociação de dívidas lançado hoje pelo governo federal, o Novo Desenrola Brasil. O banco está aguardando as autorizações do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para iniciar as renegociações dentro do novo programa. Enquanto isso, clientes interessados podem realizar um pré-cadastro, mediante o preenchimento do formulário já disponível no portal https://renegocie.bradesco.com.br
Adicionalmente, o Bradesco disponibilizará um programa com condições próprias de renegociação para os clientes que não se enquadrem no programa do governo, seja por atraso menor ou maior do que o previsto ou por renda superior ao estabelecido como elegível. Com a iniciativa, o banco pretende ampliar os efeitos do processo de alívio do endividamento da população.
(…)
O Bradesco também irá habilitar os canais de atendimento telefônico e a rede de agências para oferecer suporte ao programa. Os demais clientes que não estiverem enquadrados no Desenrola 2 terão acesso a ofertas de renegociação disponíveis no mesmo portal.”
“O BTG Pactual e o Banco Pan informam que irão aderir ao programa Desenrola 2.0. As instituições acompanham o andamento da medida provisória publicada hoje e a regulamentação do programa, e manterão seus clientes informados sobre prazos, funcionamento e critérios de adesão assim que houver definições adicionais.”
“O C6 Bank confirma que vai aderir ao programa Novo Desenrola Brasil. Assim que estiverem devidamente estabelecidas as ferramentas tecnológicas (APIs) que permitem a conexão das instituições financeiras com o FGTS e o FGO, o C6 Bank oferecerá ao cliente a possibilidade de renegociação de dívida por meio do programa.”
Podem participar do Desenrola famílias com renda de até R$ 8.105, o equivalente a cinco salários mínimos. De acordo com o Governo Federal, a expectativa é que R$ 58 bilhões em dívidas sejam renegociados com condições de pagamento facilitadas e juros menores.
O Desenrola 2.0 atua em diferentes frentes, com grupos específicos:
Além disso, Podem ser renegociadas no Desenrola dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos e débitos relacionados ao cheque especial, crédito pessoal e cartão de crédito.
No Desenrola 2.0 será permitido utilizar uma parte do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas, de forma parcial ou total.
Pelas regras, o trabalhador poderá usar até 20% do valor existente na conta ou até R$ 1 mil — prevalecendo o montante mais alto.
Para reduzir o risco de uma nova condição de endividamento, o Desenrola também prevê o bloqueio do CPF do beneficiário do programa em plataformas de apostas por um ano.
*Sob supervisão de Luana Amorim





