• Terça-feira, 5 de maio de 2026

Gigante têxtil tem plano de recuperação homologado para renegociar dívida bilionária

Juiz da Vara Empresarial de Belo Horizonte (MG) validou nesta terça-feira (5) proposta de reestruturação da Coteminas

O juiz Murilo Silvio de Abreu, 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte (MG), homologou o plano de recuperação judicial da Coteminas. A decisão, publicada no início da tarde desta terça-feira (5), ocorre após a empresa têxtil ter comprovado “todas as medidas e esforços necessários ao cumprimento das exigências legais para a regularização de seu passivo fiscal”, anotou o magistrado.

A Coteminas tem dívidas que somam cerca de R$ 2 bilhões. Em dezembro, a companhia, que mantém em Blumenau uma de suas principais fábricas – adquirida da antiga Artex –, conseguiu aprovar junto a credores o plano de recuperação judicial, apesar de vários deles apresentarem objeções à proposta.

A proposta de reestruturação prevê a venda de imóveis industriais, com formação de unidades produtivas isoladas nos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Norte. Não há, no documento, menção a uma possível alienação da fábrica da empresa em Blumenau, o que sugere que a operação catarinense será estratégica na tentativa de retomada.

A expectativa da empresa é distribuir aos credores parte dos valores levantados com a venda de ativos. O plano também inclui a venda da marca de varejo Mmartan e a criação de fundos de investimentos para o pagamento de dívidas.

A homologação do plano representa um novo suspiro para a companhia, que busca se reestruturar após mergulhar em uma profunda crise. A partir de agora, a Coteminas terá de cumprir obrigações de pagamentos alinhadas com os credores, sob o risco de ter o processo convertido em falência caso não o faça.

No despacho, o juiz entendeu que o plano de recuperação judicial da Coteminas contempla a descrição dos meios de recuperação a serem implementados, “incluindo medidas típicas de reestruturação operacional, financeira e societária, suficientes, em tese, para viabilizar a superação da crise”.

Por: NSC Total

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