Nem WEG, nem Havan. A empresa instalada em Santa Catarina que mais faturou em 2025 não nasceu no Estado e é uma multinacional de origem estrangeira. A Bunge Alimentos, subsidiária brasileira da holandesa Bunge que mantém a sede administrativa às margens da Rodovia Jorge Lacerda, em Gaspar, registrou uma receita operacional líquida de R$ 76 bilhões no ano passado, conforme dados do balanço financeiro ao qual a coluna teve acesso.
O resultado representou um crescimento de cerca de 9% na comparação com 2024 (R$ 69,8 bilhões), mas ainda é menor do que o de 2023, quando a receita líquida havia sido de R$ 81,7 bilhões. O balanço também revela um crescimento de cinco vezes no lucro líquido em 2025, que foi de R$ 1,22 bilhão – contra R$ 234 milhões no ano anterior.
A Bunge Alimentos prepara, industrializa e comercializa grãos, além de atuar com processamento de soja e trigo, fabricar produtos alimentícios e prestar serviços portuários. A relação da empresa com Santa Catarina remete à antiga Ceval Alimentos, fundada pela família Hering – a mesma dona da indústria têxtil – na década de 1970. Em 1997, a Ceval, que detinha marcas como o óleo de cozinha Soya e a margarina All Day, foi vendida para a multinacional.
Na operação global, a Bunge viu a receita atingir US$ 70,3 bilhões em 2025 – cerca de R$ 346 bilhões, considerando a atual cotação do dólar. Foi uma alta de 32%, impulsionada pela incorporação da Viterra, fortalecendo o portfólio de soluções para o agronegócio voltadas a alimentos, ingredientes e combustível.
“2025 foi um ano de conquistas significativas para a Bunge. Concluímos nossa fusão transformadora com a Viterra, avançamos com importantes projetos de crescimento em nossa rede global e navegamos com sucesso por mercados em constante evolução e incertezas geopolíticas”, disse o presidente da Bunge, Greg Heckman, em mensagem do balanço global divulgado em fevereiro.
Segundo a companhia, os resultados “ligeiramente superiores” no segmento de processamento e refino de soja do último ano foram impulsionados pela América do Sul, incluindo Argentina e Brasil.
Fonte: Anuário Valor 1000, com dados dos balanços de 2024. Crédito das imagens: Divulgação e Arquivo NSC Total





