A percepção dos brasileiros sobre o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal atingiu o pior patamar desde 2021, quando o PoderData fez a pergunta pela 1ª vez. Hoje, 52% dos eleitores afirmam que o trabalho desempenhado pelos ministros da Corte é “ruim” ou “péssimo”. Em junho de 2021, eram 31% –um salto de 21 pontos percentuais no período. Na última pesquisa, feita em dezembro de 2025, a taxa era de 44%.
O percentual dos entrevistados que diz que a atuação dos magistrados é “boa” ou “ótima” caiu de 14% para 9% em 3 meses, o mais baixo em 5 anos. A percepção positiva dos ministros nunca foi muito expressiva. Atingiu seu pico (31%) em dezembro de 2022, depois da eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sempre esteve próximo de 20%.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Entre os que declaram desaprovar o petista, só 3% afirmam que os ministros do STF fazem um trabalho “bom” ou “ótimo”. Os que acham o desempenho “ruim” ou “péssimo” nesse grupo somam 61%.
No grupo que diz aprovar Lula, 18% dos eleitores têm uma percepção positiva sobre os magistrados. A avaliação negativa atinge 37%.

POR QUE ISSO IMPORTA
Porque o Supremo passa pelo seu pior momento.
A avaliação negativa atingiu 52%. É o pior patamar da série histórica. A positiva caiu para 9%. Não se trata apenas de oscilação, mas de perda de legitimidade percebida em ritmo acelerado.
O recorte por avaliação de governo é revelador. Entre os que desaprovam Lula, a rejeição ao STF é maioria: 61% consideram o trabalho ruim ou péssimo e só 3% avaliam positivamente. Já entre os apoiadores do presidente, há mais tolerância, ainda assim limitada: 37% têm avaliação negativa e 18% positiva.
Há tempos o Supremo deixou de ser visto como uma instituição apartidária. A relação do STF com o Congresso é cada vez pior. Se esse quadro persistir no pós-eleição, sobretudo em um cenário sem Lula na Presidência, aumenta a probabilidade de avanço de iniciativas hoje contidas, como a abertura de processos de impeachment contra ministros.
O Senado nunca cassou um integrante da Corte. Mas esse ineditismo nunca esteve tão perto do fim.
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A pesquisa PoderData foi realizada de 21 a 23 de março de 2026. Foram entrevistadas 2.500 pessoas com 16 anos de idade ou mais em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. Foi aplicada uma ponderação paramétrica para compensar desproporcionalidades nas variáveis de sexo, idade, grau de instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
As entrevistas foram realizadas por telefone (para linhas fixas e de celulares), por meio do sistema URA (Unidade de Resposta Audível), em que o entrevistado ouve perguntas gravadas e responde por meio do teclado do aparelho. O intervalo de confiança do estudo é de 95%.
Para facilitar a leitura, os resultados da pesquisa foram arredondados. Por causa desse processo, é possível que o somatório de algum dos resultados seja diferente de 100%. Diferenças entre as frequências totais e os percentuais em tabelas de cruzamento de variáveis podem aparecer por conta de ocorrências de não resposta. Este estudo foi realizado com recursos próprios do PoderData, empresa de pesquisas que faz parte do grupo de mídia Poder360 Jornalismo.






