A aceleração da colheita nos Estados Unidos voltou a pressionar os contratos de soja e milho na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira (4). O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que a colheita da soja alcançou 88% da área, aumentando a oferta física disponível e reforçando o movimento de baixa.

Segundo a análise publicada pelo Agronews, a pressão sobre a oleaginosa ocorre apesar de indicadores favoráveis de demanda. As inspeções de soja norte-americana para exportação somaram 12.181.535 toneladas até 29 de outubro, alta de 56% na comparação anual. Também foram confirmadas compras recentes por parte da China e de destinos não revelados, mas esses sinais não foram suficientes para compensar o avanço da oferta recém-colhida.

Milho acompanha queda em Chicago

O milho também operava em baixa, após estender as perdas registradas no fim do pregão anterior. A colheita norte-americana do cereal chegou a 74% da área prevista, mantendo o fluxo de produto físico para os terminais.

O movimento foi agravado pela redução de posições compradas por fundos de investimento. Conforme levantamento da consultoria StoneX citado na análise, os fundos liquidaram mais de 333 mil contratos futuros de milho. O trigo acompanhava a fraqueza do conjunto de grãos, sem mudanças expressivas nos fundamentos durante a manhã.

Câmbio melhora paridade para o produtor brasileiro

No Brasil, o dólar fechou a sessão anterior com alta de 0,79%, a R$ 5,487, após oscilar em máximas intradiárias. O texto atribui a valorização à cautela de investidores diante das incertezas sobre a condução da política monetária e fiscal do país.

Imagem relacionada à notícia sobre Colheita nos EUA pressiona soja e milho em Chicago; dólar sobe.
Imagem relacionada à notícia sobre Colheita nos EUA pressiona soja e milho em Chicago; dólar sobe.

O câmbio mais elevado compensava parte da queda das cotações em Chicago e sustentava a paridade de exportação da soja brasileira. A avaliação apresentada é que a combinação de dólar forte e bolsa em baixa cria espaço para travas parciais de margem, embora a decisão dependa das condições comerciais de cada produtor.

O plantio da safra brasileira 2026/27 também avançava. A semeadura nacional havia superado 53% da área estimada, em ritmo considerado consistente nas principais regiões produtoras.

Brent recua após leitura sobre eleições nos EUA

No mercado de energia, o petróleo Brent recuava 1,21% e era negociado a US$ 102,35 por barril por volta das 7h22, no horário de Mato Grosso. A queda foi relacionada à avaliação dos mercados sobre os resultados das eleições legislativas norte-americanas e à possibilidade de redução das tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã.

O cenário de commodities nesta quarta-feira, portanto, combina oferta agrícola crescente nos Estados Unidos, liquidação de posições no milho, câmbio favorável às receitas em reais e recuo do petróleo. As informações e os dados foram divulgados em análise assinada por Luiz Cunha, consultor de mercado físico de grãos e fertilizantes do Agronews.

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Sou Chris Tian, redator do TDT News. Gosto de acompanhar os acontecimentos que movimentam o Brasil e o mundo, especialmente nas áreas de política, economia, tecnologia e atualidades. Acredito que uma boa notícia vai além de informar: ela precisa trazer contexto, esclarecer os fatos e ajudar o leitor a compreender o que realmente importa. Meu compromisso é produzir conteúdos claros, relevantes e responsáveis, sempre com respeito à informação e a quem está do outro lado da tela.

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