Os contratos de soja operam em campo misto nesta terça-feira (3) na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o mercado assimila os novos dados de acompanhamento das safras nos Estados Unidos. O avanço da colheita norte-americana para 88% da área limita uma recuperação após as perdas do pregão anterior.
Segundo o boletim semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o índice supera os 79% registrados anteriormente e também a média dos últimos cinco anos, de 84%. O ritmo acelerado aumenta a oferta de grão novo nos canais logísticos e pesa sobre as cotações.
A expansão do plantio no Brasil também reforça a perspectiva de oferta global. A semeadura da safra 2026/27 atingiu 53% da área projetada no país, com condições meteorológicas consideradas favoráveis na maior parte das regiões produtoras. A demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos está acima do nível observado em 2025, mas ainda abaixo da meta prevista no acordo entre os dois países.
Milho recua e plantio brasileiro supera metade da área
O milho voltou a operar em leve baixa na CBOT, por volta das 7h20 no horário de Mato Grosso, depois de não sustentar a tentativa de recuperação do pregão anterior. A colheita nos Estados Unidos alcançou 74% da área, abaixo da média de cinco anos, de 77%.
Além do avanço da oferta física, o cereal encontra pressão na baixa demanda interna norte-americana. O trigo abriu o pregão sem mudanças relevantes nos fundamentos, acompanhando o comportamento geral dos grãos.

No mercado brasileiro, produtores mantêm postura cautelosa na comercialização. Com os contratos em bolsa sem prêmios considerados atrativos, os lotes disponíveis são retidos e as fixações ficam concentradas nas necessidades de caixa imediato.
Câmbio sustenta preços internos
O dólar encerrou a última sexta-feira em R$ 5,44 e reabriu após o feriado de Finados em busca de direção. O patamar elevado favorece a formação dos preços domésticos das commodities agrícolas e amplia a competitividade da produção brasileira nos portos.
O petróleo Brent subia 1,61% nas primeiras horas da manhã, cotado a US$ 106,46. De acordo com o material de mercado, os operadores acompanham os desdobramentos militares e diplomáticos da tensão entre Estados Unidos e Irã, que mantém o prêmio de risco geopolítico sobre a energia.
