• Segunda-feira, 9 de março de 2026

Caruru-gigante: SP cria plano inédito para conter praga devastadora

Estado regulamenta plano operacional para monitorar, conter e erradicar o Amaranthus palmeri - Caruru-gigante, planta invasora considerada uma das mais perigosas para a produção de soja, milho e algodão

Estado regulamenta plano operacional para monitorar, conter e erradicar o Amaranthus palmeri – Caruru-gigante, planta invasora considerada uma das mais perigosas para a produção de soja, milho e algodão O avanço de plantas daninhas altamente agressivas voltou a acender um alerta no agronegócio brasileiro. Em resposta ao risco representado pelo caruru-gigante (Amaranthus palmeri) — uma das ervas invasoras mais destrutivas para lavouras — o Governo de São Paulo regulamentou um plano estadual específico para prevenção, controle e erradicação da praga, estabelecendo protocolos técnicos e ações coordenadas em todo o território paulista. A iniciativa foi oficializada por meio da Portaria Defesa Agropecuária nº 06, de 4 de março de 2026, publicada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. A norma institui o plano operacional que orientará a execução do Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do Amaranthus palmeri, anteriormente criado pela Resolução SAA nº 07, de 19 de fevereiro de 2026.
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  • A medida tem como objetivo evitar a disseminação da planta invasora nas áreas agrícolas e proteger culturas estratégicas para a economia paulista, como soja, milho e algodão. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Praga pode causar prejuízos bilionários O caruru-gigante é considerado uma planta daninha altamente competitiva, capaz de reduzir drasticamente a produtividade das lavouras. De acordo com estimativas da Defesa Agropecuária, as perdas podem alcançar até R$ 13 bilhões caso a praga se espalhe sem controle nas áreas agrícolas do estado. Esse potencial destrutivo ocorre porque o Amaranthus palmeri possui características biológicas que favorecem sua rápida expansão, como:
  • crescimento acelerado,
  • alta produção de sementes,
  • grande capacidade de adaptação,
  • competição intensa por água, luz e nutrientes.
  • Essas características permitem que a planta domine áreas cultivadas em pouco tempo, prejudicando severamente o desenvolvimento das culturas comerciais. Como funcionará o monitoramento do Caruru-gigante O plano operacional estabelece uma série de procedimentos técnicos para identificar, monitorar e eliminar focos da planta invasora. A atuação da Defesa Agropecuária será realizada em todo o estado, com apoio das unidades regionais. Entre as principais etapas previstas estão:
  • identificação de suspeitas da planta em áreas agrícolas;
  • confirmação laboratorial da espécie;
  • delimitação das áreas afetadas;
  • adoção imediata de medidas de erradicação.
  • A coordenação geral das ações ficará sob responsabilidade do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, enquanto a execução das medidas ocorrerá por meio dos Departamentos Regionais de Defesa Agropecuária. Além da análise técnica, as ocorrências serão registradas de forma georreferenciada, permitindo acompanhar a evolução dos focos e orientar as estratégias de controle. Medidas rígidas para evitar disseminação Uma das principais preocupações das autoridades sanitárias é impedir que as sementes da planta sejam transportadas para novas áreas agrícolas. Para isso, o plano estabelece diversas medidas de contenção, entre elas:
  • delimitação de áreas de contenção próximas aos focos identificados;
  • restrições ao trânsito de máquinas agrícolas e equipamentos contaminados;
  • limpeza obrigatória de máquinas e implementos;
  • monitoramento contínuo das áreas sob risco.
  • Essas ações buscam bloquear os principais mecanismos de disseminação da praga, que incluem sementes contaminadas, transporte de máquinas agrícolas e movimentação de solo ou cargas. Produtores devem comunicar suspeitas de Caruru-gigante imediatamente Outro ponto central da nova regulamentação é a obrigatoriedade de comunicação da presença ou suspeita da planta. A notificação deve ser feita à Defesa Agropecuária por:
  • produtores rurais;
  • ocupantes das áreas agrícolas;
  • profissionais das Ciências Agrárias.
  • Após o aviso, equipes técnicas são enviadas ao local para realizar vistoria e confirmação da espécie, aplicando as medidas previstas no plano caso o foco seja confirmado. Essa estratégia busca garantir resposta rápida e padronizada no combate à praga, evitando que pequenos focos se transformem em grandes áreas infestadas. Por que o caruru-gigante preocupa tanto o agro O Amaranthus palmeri já causou sérios prejuízos agrícolas em diversos países e é classificado como praga quarentenária, ou seja, possui alto potencial de impacto econômico e sanitário. Entre os principais riscos associados à planta estão:
  • perda significativa de produtividade nas lavouras;
  • dificuldade de controle, especialmente quando a infestação se espalha;
  • alta capacidade de disseminação por sementes.
  • Diante desse cenário, o plano paulista busca agir de forma preventiva, evitando que a planta se estabeleça em larga escala no estado. Estratégia para proteger a produção agrícola Com a regulamentação do plano operacional, São Paulo passa a contar com uma estratégia estruturada para defesa sanitária vegetal, considerada essencial para preservar a competitividade da agricultura.
    Por: Redação

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