Caruru-gigante: SP cria plano inédito para conter praga devastadora
Estado regulamenta plano operacional para monitorar, conter e erradicar o Amaranthus palmeri - Caruru-gigante, planta invasora considerada uma das mais perigosas para a produção de soja, milho e algodão
Estado regulamenta plano operacional para monitorar, conter e erradicar o Amaranthus palmeri – Caruru-gigante, planta invasora considerada uma das mais perigosas para a produção de soja, milho e algodão O avanço de plantas daninhas altamente agressivas voltou a acender um alerta no agronegócio brasileiro. Em resposta ao risco representado pelo caruru-gigante (Amaranthus palmeri) — uma das ervas invasoras mais destrutivas para lavouras — o Governo de São Paulo regulamentou um plano estadual específico para prevenção, controle e erradicação da praga, estabelecendo protocolos técnicos e ações coordenadas em todo o território paulista. A iniciativa foi oficializada por meio da Portaria Defesa Agropecuária nº 06, de 4 de março de 2026, publicada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado. A norma institui o plano operacional que orientará a execução do Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do Amaranthus palmeri, anteriormente criado pela Resolução SAA nº 07, de 19 de fevereiro de 2026. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
A medida tem como objetivo evitar a disseminação da planta invasora nas áreas agrícolas e proteger culturas estratégicas para a economia paulista, como soja, milho e algodão. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Praga pode causar prejuízos bilionários O caruru-gigante é considerado uma planta daninha altamente competitiva, capaz de reduzir drasticamente a produtividade das lavouras. De acordo com estimativas da Defesa Agropecuária, as perdas podem alcançar até R$ 13 bilhões caso a praga se espalhe sem controle nas áreas agrícolas do estado. Esse potencial destrutivo ocorre porque o Amaranthus palmeri possui características biológicas que favorecem sua rápida expansão, como: crescimento acelerado, alta produção de sementes, grande capacidade de adaptação, competição intensa por água, luz e nutrientes. Essas características permitem que a planta domine áreas cultivadas em pouco tempo, prejudicando severamente o desenvolvimento das culturas comerciais. Como funcionará o monitoramento do Caruru-gigante O plano operacional estabelece uma série de procedimentos técnicos para identificar, monitorar e eliminar focos da planta invasora. A atuação da Defesa Agropecuária será realizada em todo o estado, com apoio das unidades regionais. Entre as principais etapas previstas estão:
identificação de suspeitas da planta em áreas agrícolas; confirmação laboratorial da espécie; delimitação das áreas afetadas; adoção imediata de medidas de erradicação. A coordenação geral das ações ficará sob responsabilidade do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, enquanto a execução das medidas ocorrerá por meio dos Departamentos Regionais de Defesa Agropecuária. Além da análise técnica, as ocorrências serão registradas de forma georreferenciada, permitindo acompanhar a evolução dos focos e orientar as estratégias de controle. Medidas rígidas para evitar disseminação Uma das principais preocupações das autoridades sanitárias é impedir que as sementes da planta sejam transportadas para novas áreas agrícolas. Para isso, o plano estabelece diversas medidas de contenção, entre elas:
delimitação de áreas de contenção próximas aos focos identificados; restrições ao trânsito de máquinas agrícolas e equipamentos contaminados; limpeza obrigatória de máquinas e implementos; monitoramento contínuo das áreas sob risco. Essas ações buscam bloquear os principais mecanismos de disseminação da praga, que incluem sementes contaminadas, transporte de máquinas agrícolas e movimentação de solo ou cargas. Produtores devem comunicar suspeitas de Caruru-gigante imediatamente Outro ponto central da nova regulamentação é a obrigatoriedade de comunicação da presença ou suspeita da planta. A notificação deve ser feita à Defesa Agropecuária por: produtores rurais; ocupantes das áreas agrícolas; profissionais das Ciências Agrárias. Após o aviso, equipes técnicas são enviadas ao local para realizar vistoria e confirmação da espécie, aplicando as medidas previstas no plano caso o foco seja confirmado.
Essa estratégia busca garantir resposta rápida e padronizada no combate à praga, evitando que pequenos focos se transformem em grandes áreas infestadas. Por que o caruru-gigante preocupa tanto o agro O Amaranthus palmeri já causou sérios prejuízos agrícolas em diversos países e é classificado como praga quarentenária, ou seja, possui alto potencial de impacto econômico e sanitário.
Entre os principais riscos associados à planta estão: perda significativa de produtividade nas lavouras; dificuldade de controle, especialmente quando a infestação se espalha; alta capacidade de disseminação por sementes. Diante desse cenário, o plano paulista busca agir de forma preventiva, evitando que a planta se estabeleça em larga escala no estado. Estratégia para proteger a produção agrícola Com a regulamentação do plano operacional, São Paulo passa a contar com uma estratégia estruturada para defesa sanitária vegetal, considerada essencial para preservar a competitividade da agricultura.
Por: Redação





