Brasil assume vanguarda do mercado de luxo do café mundial
Lenda do café especial, Luiz Paulo investe em espécie rara, comparada ao Romanée Conti do vinho, que é vendida a R$ 90 mil a saca de 60 kg.
Lenda do café especial, Luiz Paulo investe em espécie rara, comparada ao Romanée Conti do vinho, que é vendida a R$ 90 mil a saca de 60 kg. A história da cafeicultura brasileira é marcada por vanguarda, protagonismo e ditar tendências. O cenário se repete, agora, através da iniciativa de Luiz Paulo Dias Pereira Filho – considerado a primeira lenda do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação Brasileira de Cafés Especiais do Brasil (BSCA), e uma das seis em todo o mundo pela Alliance for Coffee Excellence (ACE), que surpreende novamente ao investir no cultivo comercial de uma espécie rara, comparada ao Romanée-Conti dos vinhos, que tem sua saca de 60 kg vendida por R$ 90 mil. “O Brasil está assumindo a bandeira da espécie eugenioides – Coffea eugenioides –, extremamente rara e, até então, sem foco comercial. Não há cinco propriedades no planeta que cultivam esse café, pois demanda um trabalho minucioso e sua produtividade é de duas sacas por hectare. Contudo, a característica da bebida que gera a torna um verdadeiro diamante lapidado e atrai um interesse voraz dos compradores ao redor do mundo”, revela Luiz Paulo. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Conheça os bilionários do agro que colocam o estado líder em carne e grãos na lista da Forbes Ele conta que iniciou o primeiro plantio há 10 anos e foi realizando experimentos no mercado ao longo desse período. Conhecendo uma demanda sedenta pelo produto e mais seguro para a comercialização, hoje a lenda do café cultiva cinco hectares com a espécie e terá uma produção de 10 sacas neste ano. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});“Após os experimentos, comercialmente coloquei esses cafés no mercado há três anos e foi espantosa a procura. A um preço fixo de R$ 90 mil por saca, tenho vendido a produção a importadores de Taiwan, Dubai, Arábia Saudita e o interesse só cresce… É uma disputa incessante, na base do ‘quer comprar, compra, senão sai da frente’”, comenta. Luiz Paulo entende que esse interesse se dá pela raridade da espécie eugenioides e pelo tipo de bebida que a espécie proporciona, com baixo teor de cafeína, muito adocicada e com paladar cítrico. Um estudo realizado pelo Instituto Agronômico (IAC) no âmbito do Consórcio Pesquisa Café publicado na “BMC Plant Biology”, por exemplo, “verificou que boa parte dos genes expressos na espécie de café arábica – que é uma das mais cultivadas e com melhor qualidade de bebida – parece ser proveniente de Coffea eugenioides (…) As pesquisas inéditas identificaram genes potenciais responsáveis pela qualidade do café e comprovaram também que a melhor qualidade do arábica se dá pela maior expressão de genes da produção de açúcares encontrados em seu material genético (Coffea eugenioides)”.De acordo com Luiz Paulo, esses atributos fazem dessa espécie de café um diamante a ser lapidado e ele empunhou a bandeira de o lapidar. O produtor conta que seus clientes em diversas partes do mundo estão surpresos que tenha tomado essa frente, pois ninguém teve coragem até então. “Vamos colocar o Brasil no topo do mercado de luxo do café, trazendo mais holofotes ao país, que ganhará com essa bandeira dos eugenioides sem concorrentes no processo. Para se ter ideia, posso adiantar que um cliente de Paris, na França, que quer conquistar a terceira estrela Michelin para seu restaurante, procurou-me para comprar esses meus cafés desta safra”, afirma.
A lenda do café especial cultiva a espécie na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas (MG), como parte de seu “Projeto Rarus”. Conforme ele, o objetivo é transformar o Brasil no país do eugenioides e mostrar ao mundo que a nação tem condições para isso. “Não estamos falando de um café de concurso, pois não estamos vendendo ‘o prêmio’ a preços elevados, mas sim do café em si, que comercializamos por esses R$ 90 mil a preço fixo. Nessa década de experimentos, tudo que produzi o mercado consumiu, portanto, desbravamos esse caminho e agora é a hora de explorá-lo e colhermos os frutos”, conclui. Fonte: Agência P1 VEJA TAMBÉM:
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Por: Redação





